Raimundo Sales
É Bacharel em Direito – UFPB, graduando em Letras – UNP e Analista Judiciário TJRN.
Nascido em Belo Horizonte, onde permaneceu até a adolescência, tendo vindo morar em Ouro Branco – RN, no Seridó Potiguar, onde, no sítio do avô materno, tomou conhecimento da árdua labuta do homem do Semiárido Nordestino contra as secas e pela sobrevivência.
Ouro Branco encantou Raimundo Sales com a imensa liberdade para um menino da capital e com toda a magia de uma pequena (apenas no tamanho) cidade interiorana do Nordeste Brasileiro.
Autor de artigos científicos, contos, crônicas, romances e biografias, tem participação em doze obras coletivas e publicou duas individuais: Um Sertanejo (biografia, contos e crônicas – 2018) e Manairama: maldição e vida (romance – 2023), que agora ganha segunda edição.
Foi aluno da Oficina Literária ministrada pelo escritor pernambucano Raimundo Carrero.
Destaque (2026) e finalista (2024 e 2025) do Prêmio Off Flip.
É membro da União Brasileira de Escritores – Rio Grande do Norte – UBE – RN e associado da Associação Sertão Raiz Seridó – ASRS
É Bacharel em Direito – UFPB, graduando em Letras – UNP e Analista Judiciário TJRN.
Nascido em Belo Horizonte, onde permaneceu até a adolescência, tendo vindo morar em Ouro Branco – RN, no Seridó Potiguar, onde, no sítio do avô materno, tomou conhecimento da árdua labuta do homem do Semiárido Nordestino contra as secas e pela sobrevivência.
Ouro Branco encantou Raimundo Sales com a imensa liberdade para um menino da capital e com toda a magia de uma pequena (apenas no tamanho) cidade interiorana do Nordeste Brasileiro.
Autor de artigos científicos, contos, crônicas, romances e biografias, tem participação em doze obras coletivas e publicou duas individuais: Um Sertanejo (biografia, contos e crônicas – 2018) e Manairama: maldição e vida (romance – 2023), que agora ganha segunda edição.
Foi aluno da Oficina Literária ministrada pelo escritor pernambucano Raimundo Carrero.
Destaque (2026) e finalista (2024 e 2025) do Prêmio Off Flip.
É membro da União Brasileira de Escritores – Rio Grande do Norte – UBE – RN e associado da Associação Sertão Raiz Seridó – ASRS
Manairama - Maldição e vida
Manairama é uma cidade do Seridó Potiguar. Quando do surgimento do lugar, um padre, durante uma missa, o amaldiçoa. É nele que Luís Medeiros e muitos outros procuram sobreviver. Cada personagem típico de uma pequena cidade do interior do Nordeste Brasileiro é caracterizado na obra. As constantes secas que incidem sobre a terrinha fazem com que tudo seja bem mais difícil. Não bastasse isso, as tramoias e os conchavos políticos dominam praticamente tudo. Mesmo assim os moradores lutam pela subsistência com certo humor, arte, fé e esperança. Os que não encontram meio de vida, partem para outros centros, com o imenso desejo de voltar qualquer dia, pois “o Nordestino é um umbuzeiro das águas do rio”. A terra de Manairama também é lugar de muita fartura, que se transforma com a chegada das chuvas. Benedito Cavalo (ou Acelera) – lenda viva regional - aparece constantemente na cidade, com o apetite insaciável. Alguns aspectos específicos do Seridó também são abordados de forma nunca antes elencada, enriquecidos por magníficas ilustrações. Infelizmente, muita violência devidamente acobertada pela mão boba da política e muitos preconceitos ainda existem no local. Seriam Manairama e o sertão Semiárido Nordestino locais amaldiçoados para se viver? Luís Medeiros e todos os outros vencerão?
ENTREVISTA
Olá Raimundo. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?Manairama é um romance ambientando no sertão semiárido nordestino, que retrata a constante luta do(a) sertanejo(a) contra as adversidades.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia de escrevê-lo veio de um romance intitulado O Paraíba, que redigi em 1993. Porém, achei-o imaturo e acabei não o publicando. Destina-se a apreciadores do Regionalismo Nordestino.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Tive o primeiro contato com o mundo dos livros na escola, aos sete anos. Aos oito, comecei a me destacar nas redações escolares. O primeiro livro publicado, Um Sertanejo o escrevi aos dezoito anos. Manairama é o segundo. Publicarei um livro a cada cinco anos.O que te inspira escrever?Fundamentados nos ensinamentos do grande escritor pernambucano Raimundo Carrero, do qual fui aluno da brilhante oficina literária por ele ministrada, devemos escrever sobre aquilo que nos incomoda. Sempre fui muito decepcionado e revoltado com preconceitos com as pessoas mais pobres financeiramente e com menor nível cultural. Sofri muito isso na pele. Nos meus livros sempre aparecerão “palavras de cunho violento” deixando implícito que elas não devem ser utilizadas.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Manairama merece ser lido pois mostra o cotidiano da seca não numa perspectiva de fuga, o que ocorre em A Bagaceira - José Américo de Almeida, O Quinze – Rachel de Queiroz e Vidas Secas – Graciliano Ramos, mestres maiores do Romance de 30, mas de enfrentamento, com o sertanejo adotando medidas bem criativas para que os animais não morram de fome durante as frequentes estiagens. Também traz as “presepadas” de uma pequena cidade do interior do Nordeste Brasileiro, arrancando risadas dos leitores, o que torna a leitura bem mais leve.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Tomei conhecimento da Scortecci quando fui associado da União Brasileira de Escritores – São Paulo, onde conheci João Scortecci. Passei a acompanhar o trabalho da editora e Manairama foi publicado pela Scortecci. A capa ficou encantadora, o projeto gráfico foi inspirado no Movimento Armorial e o trabalho de todos que fazem a editora é muito profissional, atendendo com a maior rapidez, atenção e carinho.
Obrigado pela sua participação.















