É um autor guarulhense apaixonado pelas palavras, cuja brincadeira favorita de infância, escrever, tornou-se profissão. Professor de Língua Portuguesa, Inglesa, Literaturas e Produção Textual, leciona na EMEF Dom Pedro I, em São Paulo. Vencedor do Prêmio João Ranali pela Melhor Crônica de 2021, já integrou colunas literárias na Tribuna e diversas antologias da editora Scortecci. Orgulha-se de ter plantado uma árvore e de ser pai do Bruninho, um Yorkshire sapeca de sete meses. Em 2026, lançou seu primeiro romance O Refúgio na Bienal Internacional do Livro e agora apresenta Escreviver, sua primeira coletânea com 25 boas historinhas.
Escreviver - 25 Historinhas: Coletânea de Contos, Crônicas e Poemas
Escreviver, do talentoso autor guarulhense Sérgio Lima, é uma das coletâneas mais arrebatadoras e originais da literatura contemporânea. Longe de ser apenas um livro, a obra é um verdadeiro triunfo da palavra escrita, onde contos, crônicas e poesias se entrelaçam para dar voz a uma alma urgente, poética e brilhante. O livro nos desarma logo nas primeiras páginas. Com uma sensibilidade magnética e uma ironia finíssima, Sérgio Lima transita pelo cotidiano e pelo extraordinário com a maestria de quem domina a arte de contar histórias. Seus textos são tiros certeiros — verdadeiros “nocautes” literários que oscilam entre a melancolia profunda e a alegria mais pura, arrancando reflexões avassaladoras sobre o que significa estar vivo. Ao longo da leitura, somos transportados por enredos que desafiam convenções, abordando desde críticas sociais afiadas até vulnerabilidades humanas mais íntimas, como o tocante e inédito desabafo sobre as dores da artrite reumatoide. É um convite irrecusável para quem ama a literatura em sua forma mais visceral. Uma obra-prima emocionante, feita para tocar o coração do “leitor-amigo”, que merece ser lida, relida e espalhada pelo mundo. Prepare o café e deixe-se arrebatar!
ENTREVISTA
Olá Sérgio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?Olá! Tudo bem? Meu livro, intitulado Escreviver – 25 historinhas: Coletânea de Contos, Crônicas & Poesias, é, antes de tudo, uma ode à escrita. Uma homenagem a todos que escrevem e um apelo à necessidade de se considerar a escrita algo muito importante. Ele trata das contradições da vida, misturando sentimentos opostos: ora traz melancolia, ora alegria; ora reflexão, ora diversão. As narrativas funcionam como "tentativas de nocaute" da vida e abordam de forma muito humana temas como a solidão, o amor irresoluto, as injustiças do cotidiano, a passagem do tempo e as marcas de doenças que afetam o corpo e a alma. Acima de tudo, o livro é uma reinterpretação pessoal do mundo real através da doçura, suavidade e esperança que a literatura oferece.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia e a necessidade de escrever nascem de uma urgência pessoal e vital. Desde a infância, eu tinha o desejo de criar narrativas (querendo ser autor de telenovelas). O ato de escrever surgiu também como uma forma de lidar com a minha própria realidade, com meus limites e minhas inseguranças, "para não ficar louco" também e para dar voz ao que sinto e para teletransportar para os lugares de minhas histórias. “Escreviver” é, antes de tudo, a liberdade de anos escrevivendo e a coragem para publicar sentimentos íntimos.A obra é dedicada aos professores e aos meus alunos, mas também espero encontrar sempre quem me dê uma chance de ser o meu "leitor-amigo". O objetivo não é alcançar o sucesso comercial massivo – por enquanto – mas sim atingir o leitor de forma íntima, idealizando que o livro seja compartilhado, dado a outra pessoa ou até mesmo esquecido de propósito no banco de um metrô para encontrar um desconhecido.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Eu me defino como um exímio observador do meu entorno. Sou um jovem que carrega a mente de um velho e que, desde a infância, encontrou na ficção e na criação de histórias uma forma de interpretar o mundo. Convivo com a Artrite Reumatoide Juvenil desde os três anos, e a escrita sempre foi o meu espaço de cura e de liberdade, o lugar para onde me teletransporto para dar voz ao que sinto e para não enlouquecer diante da rotina real.Sobre “Escreviver”, ele é, sem dúvidas, um grande sonho realizado, fruto de uma jornada dura até a publicação. Mas é também o primeiro de muitos. Como costumo dizer, meus livros são como filhos, e eu não abandono um projeto iniciado. Se o tempo e a correria do dia a dia permitirem, a ideia é continuar tirando novas histórias do forno. Minha lida no mundo das letras está apenas começando; afinal, eu escrevo para viver e pretendo continuar “escrevivendo” por muito mais tempo.O que te inspira escrever?Minha inspiração vem da observação minuciosa do entorno e do cotidiano. A escrita é inspirada pela crueza e pelo desencanto do mundo real — onde as pessoas se acostumam com a rotina e se perdem de si mesmas —, mas também, contrapondo a isso, com a busca por um mundo melhor, mais doce e cheio de luz. As saudades, as relações humanas complexas e o amor pelos outros e pela leitura (como de grandes autores, Machado de Assis por exemplo) serviram como combustível para o meu processo criativo.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Sim, o livro merece muuuuuuuuito ser lido kkkkk Sobretudo, porque ele carrega a honestidade de alguém que coloca a própria alma nas páginas.O que ele tem de especial é a sua sensibilidade. Ele não é um texto didático e rígido; pelo contrário, é uma obra aberta que esconde segredos, vulnerabilidades e superações entre as linhas. Ele encanta ao transformar dores profundas em arte, ao brincar com a metalinguagem e a pontuação, e ao oferecer ao leitor um refúgio acolhedor. É um livro que convida a uma pausa na correria do dia a dia — quase como um convite para tomar um cafezinho enquanto se aprecia a vida e a leitura.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Cheguei até a Scortecci por meio de pesquisas sobre o mercado editorial e publicação independente. Como eu buscava uma editora com tradição, credibilidade e que desse um suporte real e profissional ao autor no processo de transformar um manuscrito em livro, o nome da Scortecci se destacou muito pelas referências positivas de outros escritores e pela sua longa trajetória na literatura brasileira. Sabendo do cuidado que a editora tem com o texto, com o design e com a distribuição da obra de novos autores, entendi que seria a casa ideal para acolher o meu livro de estreia, o “Escreviver'”.
Obrigado pela sua participação.











