Carlos Gildemar Pontes
Escritor. Pós-Doutor em Literatura Comparada pela UFC.
Doutor em Letras pela UERN. Graduado em Letras pela UFC. Professor de Literatura da UFCG. Tradutor e revisor. Coordena o Círculo de Pesquisa em Literatura, Estudos Decoloniais, Identidade e Mestiçagem CPLEDIM-UFCG-CNPQ. Tem 30 livros publicados e muitos prêmios, em destaque: Prêmio Ceará de Literatura, O olhar de Narciso, 1993; Prêmio Nacional Audifax Amorim, Poesia 2005; Prêmio Portugal Telecom, indicado com o livro Os gestos do amor, 2005. Traduzido para o espanhol e publicado nas Revistas Bohemia e Antenas, de Cuba. Sua escrita atravessou fronteiras e aportou em Portugal, Estados Unidos, Cuba, França e Espanha, onde tem obras catalogadas nas principais bibliotecas destes países. Participa de antologias nacionais de contos e poemas. É Faixa Preta de Karate Shotokan.
Escritor. Pós-Doutor em Literatura Comparada pela UFC.
Doutor em Letras pela UERN. Graduado em Letras pela UFC. Professor de Literatura da UFCG. Tradutor e revisor. Coordena o Círculo de Pesquisa em Literatura, Estudos Decoloniais, Identidade e Mestiçagem CPLEDIM-UFCG-CNPQ. Tem 30 livros publicados e muitos prêmios, em destaque: Prêmio Ceará de Literatura, O olhar de Narciso, 1993; Prêmio Nacional Audifax Amorim, Poesia 2005; Prêmio Portugal Telecom, indicado com o livro Os gestos do amor, 2005. Traduzido para o espanhol e publicado nas Revistas Bohemia e Antenas, de Cuba. Sua escrita atravessou fronteiras e aportou em Portugal, Estados Unidos, Cuba, França e Espanha, onde tem obras catalogadas nas principais bibliotecas destes países. Participa de antologias nacionais de contos e poemas. É Faixa Preta de Karate Shotokan.
Diálogo com a arte: Vanguarda, História e Imagens
A literatura e as artes, diante do mundo mais cruel do que o da sua representação artística, ampliaram a sua função de produzir os efeitos de catarse e estesia. Vivemos numa realidade de dispersão e liquidez dos sentidos. Diálogo com a arte proporciona um renovado olhar sobre o fenômeno artístico, mantendo a tradição do encantamento como principal modo de restaurar o mundo das essências. Sua leitura proporciona um elo fundamental entre o leitor e o universo complexo e necessário da literatura.
Profa. Dra. Maria do Socorro Pinheiro - Da Universidade Estadual do Ceará
A literatura e as artes, diante do mundo mais cruel do que o da sua representação artística, ampliaram a sua função de produzir os efeitos de catarse e estesia. Vivemos numa realidade de dispersão e liquidez dos sentidos. Diálogo com a arte proporciona um renovado olhar sobre o fenômeno artístico, mantendo a tradição do encantamento como principal modo de restaurar o mundo das essências. Sua leitura proporciona um elo fundamental entre o leitor e o universo complexo e necessário da literatura.
Profa. Dra. Maria do Socorro Pinheiro - Da Universidade Estadual do Ceará
ENTREVISTA
Olá Carlos Gildemar. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?O livro aborda o papel da arte ao longo da história, discutindo conceitos que estabelecem uma interseção entre o fazer artístico e o ser social que produz ou usufrui da arte. A linguagem é o meio pelo qual a arte manifesta seu estatuto e confere ao objeto a sua artisticidade.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?Desde à época de estudante de Letras que venho garimpando textos que definam a arte para além dos conceitos elaborados pela teoria literária conhecida. E encontrei nos depoimentos ou nos textos dos artistas mais coerência e validade conceitual do que nos teóricos que lia. Como sou poeta e ficcionista, não aderi pura e simplesmente um conceito porque veio de algum europeu. Afinal, eles nos definem e nos enquadram sem o nosso consentimento e à nossa revelia. é preciso repensar a arte e hibridizar o pensamento teórico dos que fazem arte com o pensamento dos que supõem ter dela conhecimento analítico. Eu estou nesse meio. Tento reconhecer a arte como artífice e como esteta.Daí eu entender que a arte transcende as academias e escolas e precisa ser compreendida pelo povo. Escrevo para ser lido pelo público em geral.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Esse livro é a segunda edição que revisei e ampliei com alunos enxertos e um novo texto agregado. São ao todo 31 livros publicados em poesia, conto e ensaio. Neste momento, estou refletindo sobre o papel do escritor e da literatura na sociedade. Tenho me voltado para a escrita ensaística. Logo logo voltarei para a ficção.A cada livro que publico tenho em mente que se trata de um esforço que foi alimentado pelo sonho e realizado pelo escritor que precisa interagir com o público.O que te inspira escrever?Em primeiro lugar, a permanência das ideias para eternizar o conhecimento. Em segundo lugar, a percepção que a arte produz em dizer sempre de forma singular o que ocorre a cada nascer do dia.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?É óbvio que merece ser lido. E também debatido, contraditado ou validado. Será essas possibilidades de recepção que fazem com que cada texto tenha seu encanto.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Conhecia outros livros editados pela Scortecci e sempre tive desejo de pertencer ao quadro de escritores publicados pela editora. Ao ver recentemente o livro do poeta Márcio Catunda, de excelente qualidade editorial, apressei o desejo e transformei em realidade. Daí surgiu o Diálogo com a arte. Outros livros virão.
Obrigado pela sua participação.











