Rogério Martins
É policial militar aposentado, filho exemplar, irmão amoroso e tio brincalhão. Após anos de dedicação à segurança pública e de uma observação aguçada da realidade brasileira, decidiu canalizar sua experiência e visão de mundo para a literatura, fazendo deste livro o seu manifesto contra a desigualdade e a corrupção que assolam o país.
A inspiração para este romance nasceu de um profundo sentimento cívico diante do contraste gritante entre o cidadão comum, que luta diariamente pelo pão de cada dia, e os privilégios da alta cúpula do funcionalismo público, simbolizados por banquetes de lagostas e vinhos caros pagos pelo povo. Através da ficção e da sátira política, o autor utiliza sua bagagem de ordem e disciplina para expor e questionar as maiores contradições da sociedade atual.
É policial militar aposentado, filho exemplar, irmão amoroso e tio brincalhão. Após anos de dedicação à segurança pública e de uma observação aguçada da realidade brasileira, decidiu canalizar sua experiência e visão de mundo para a literatura, fazendo deste livro o seu manifesto contra a desigualdade e a corrupção que assolam o país.
A inspiração para este romance nasceu de um profundo sentimento cívico diante do contraste gritante entre o cidadão comum, que luta diariamente pelo pão de cada dia, e os privilégios da alta cúpula do funcionalismo público, simbolizados por banquetes de lagostas e vinhos caros pagos pelo povo. Através da ficção e da sátira política, o autor utiliza sua bagagem de ordem e disciplina para expor e questionar as maiores contradições da sociedade atual.
A Cartomante?
“Em uma pátria onde o trabalhador honesto luta pelo pão de cada dia, os juízes inescrupulosos banquetear-se-ão com lagostas e vinhos importados até que a justiça das ruas exija o acerto de contas.” O que acontece quando um sargento pragmático encontra uma cartomante imediatista? Em um inesperado relacionamento, o sargento Márcio e a vidente Lúcia desvendarão os mistérios que entrelaçam as fragilidades humanas. Onde termina o limite da religiosidade e começa o terreno pantanoso do charlatanismo? Escrita sob a ótica cirúrgica de quem conhece a realidade das ruas, esta obra usa uma história de paixão como pano de fundo para uma engenhosa crítica contra os desvios de poder do colarinho branco e a passividade do povo. Das mazelas sociais às duras críticas direcionadas a líderes religiosos e representantes do Poder Judiciário, o texto questiona os conceitos filosóficos, religiosos e morais. Passando por Machado de Assis a Jeferson Tenório, e de Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski a Natalia Sanmartín Fenollera, as páginas funcionam como uma verdadeira viagem cultural e um tributo a grandes autores.
ENTREVISTA
Olá Rogério. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?Meu livro é escrito em quatro camadas, as quais se definem conforme a profundidade da leitura ou interpretação: uma leitura superficial identifica apenas um romance com tensões psicológicas e cenas violentas; uma leitura mais atenta, o livro trata-se de assuntos sérios e com homenagens a grandes autores; em uma leitura profunda o livro apresenta-se como um delineador de conceitos filosóficos; na leitura exegética o livro é um verdadeiro milagre, pois ele transforma o simples romance tosco, identificado na primeira leitura, em um grande clássico, um verdadeiro conto denso de duas mil páginas.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia surgiu da inconformidade que sinto ao ver o Brasil ser dominado por crápulas ocupando lugares em destaque na vida pública e conduzindo o meu país por caminhos lamentáveis onde a verdade é mascarada, os interesses particulares sobrepostos ao coletivo. Não tenho público específico, mas devido a complexidade da obra, só pessoas estudiosas e interessadas em um país melhor, conseguirá decifrar a obra.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Tenho vários outros projetos, alguns em andamento ( um conto ) concorrendo ao concurso literário pena de ouro, um poema concorrendo ao concurso da Academia de Letras de Paranavaí e outros, inclusive um livro pronto, registrado na CBL mas não publicado.O que te inspira escrever?Meu processo criativo na literatura surge quando estou ouvindo músicas instrumentais ou em contato com a natureza tocando saxofone, trombone ou flauta.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Para leitores hermenêuticos o meu livro é um desafio, pois tem vários enigmas e conceitos nas entrelinhas que só pessoas mais atentas conseguirão decifrá-los.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Pesquisa no Google.
Obrigado pela sua participação














