18 abril, 2026

Benedita Lima Cristófoli - Autora de: O SÍTIO DA TIA MARIETA

Benedita Lima Cristófoli

É mineira, nascida na cidade de Luz, tendo escolhido o estado do Paraná para residir. É mãe de quatro filhos, avó de vários netos e bisnetos.
Sempre primou por uma vida compartilhada com a família e amigos.
Benedita sempre sonhou longe, gosta de viajar e estar perto de quem realmente importa. É escritora, e em sua trajetória literária conseguiu transcrever boa parte de sua história, e de vários de seus sonhos em sua obra composta por cinco romances, seis livros infantis, além de relatos também em diversos contos.
Entre um livro e outro, cursou a faculdade de Pedagogia, desenvolveu projetos para a Educação de adultos, para a qual lecionou. Fez formação em Hata Yoga. E, paralelamente às suas muitas atividades, realizou várias viagens por todo o Brasil e vários lugares no mundo.
Em 2023, Benedita representou muito bem o Brasil, sendo convidada a expor seus livros na Central Library of Manchester, na sessão especial dedicada à língua portuguesa. Em 2024, participou da Bienal do Livro de São Paulo.
Benedita é presença constante na Academia Mourãoense de Letras, e sua jornada literária continua a florescer. Atualmente conta com mais dois livros em fase final para lançamento em 2026.

O sítio da Tia Marieta

Uma história encantadora sobre amizade, descobertas e a magia das férias no campo: Robertinho leva os amigos João e Carlos para passarem férias no sítio onde ele mora com Tia Marieta. Eles vivem muitas brincadeiras e aventuras em meio à natureza. Entre descobertas e aprendizados, os meninos criam lembranças inesquecíveis e se despedem cheios de saudade daqueles dias felizes.
Ilustrações: Tiago Silva




ENTREVISTA

Olá Benedita.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que se trata o livro?
Robertinho leva os amigos para passarem férias no sítio onde ele mora com a tia Marieta. Foram dias de muitas brincadeiras e aventura em meio a natureza, entre descobertas e aprendizados.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu objetivo é desenvolver na criança o gosto pela leitura.
É para crianças e adultos, todo mundo traz dentro de si uma criança.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O Primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou feliz e realizada, mesmo tendo começado mais tarde. Ao longo desse caminho, tive a oportunidade de estudar, concluir um curso acadêmico e publicar meus livros: Sonhos realizados.

O que te inspira para escrever?
Me inspira a natureza, viajar, ler e sonhos repetidos que tenho com frequência. Além do lago, “O sítio da Tia Marieta” que ganhei de presente.

O seu livro merece ser lido? Oque ele tem de especial e capaz de
encantar leitores?
Todo livro merecerem ser lido, em cada livro que ler, sempre se adiciona algo interessante.

Com ficou sabendo e chegou até a editora Scortecci?
A escritora Cristina Glaúcia Mota, me indicou a editora Scortecci.

Obrigada pela sua participação.
Leia Mais ►

Raul Borges Guimarães - Autor de: A CHUVA SIMPLESMENTE CHOVE

Raul Borges Guimarães
É mineiro, professor titular do Departamento de Geografia da UNESP de Presidente Prudente. Formado pela PUC-SP em geografia, foi professor da Educação Básica no Colégio Equipe de São Paulo na década de 1980, publicou diversos livros didáticos e especializou-se em Geografia da Saúde desde quando ingressou na carreira docente em 1990. É bolsista produtividade do CNPq, com livros e artigos sobre saúde, ensino, cartografia temática e planejamento territorial. Recebeu o título de “Cavaleiro do Mérito Educativo” pelo Ministério da Educação e o Prêmio Josué de Castro pelas suas contribuições para o desenvolvimento das políticas de educação e saúde no Brasil.

A chuva simplesmente chove
Neste livro de crônicas, se mostra um guardião de memórias coletivas. Mergulhando no universo de lembranças da infância, da juventude, em vivências intergeracionais e em acontecimentos singulares ou históricos, exala lugares que habitam em nós e que necessitamos explorar. Reflexões pontuais apontam rizomas universais que envolvem ancestralidades, mitologias, o cuidado com o meio ambiente, as artes, a literatura e tantas outras vertentes da vida que tanto fazem falta para a construção permanente de nossa subjetividade e vida saudável, com tomada de consciência sobre as ideias e valores que nos rodeiam. Enfim, nas crônicas deste livro o tempo tem gosto, tem aroma e não é linear. O tempo não para. Não há presente, passado e futuro: o tempo é memória e memória é tempo.

ENTREVISTA

Olá Raul.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro reúne crônica que escrevo semanalmente no jornal O Imparcial, município de Presidente Prudente. Trata-se de cenas cotidianas, assim como situações vividas como professor universitário.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Fui formando um público nas redes sociais, que acompanha semanalmente a minha produção. A publicação do livro significou um balanço da escrita dos últimos 5 anos e o fechamento de um ciclo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou professor da UNESP há 36 anos e professor de geografia desde 1982.
Tenho vários livros didáticos e obras acadêmicas. O livro de crônicas é o primeiro de outros projetos. Já tenho 270 crônicas aguardando outras publicações. Talvez comece a escrever contos também.

O que te inspira escrever?
Sempre parto de alguma situação cotidiana, mas a escrita me leve para relações familiares, intergeracionais (com meus estudantes) e reflexões mais gerais acerca da vida social.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
O livro foi preparado por um editor experiente, que conseguiu organizar a obra de maneira que o leitor vai progressivamente se envolvendo com os temas. São textos curtos, mas numa linguagem direta, mas também afetiva e poética. É uma oportunidade para conhecer um pouco mais de perto a vida de um professor.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Quem me indicou a editora foi José Castilho, criador da Editora da UNESP e grande amigo. Tive o privilégio de ter a apresentação do livro escrito por ele.

Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

05 abril, 2026

José Seráfico - Autor de: HÁ POESIA EM TUDO

Nome literário de JOSÉ da Silva SERÁFICO de Assis Carvalho, nascido em Belém do Pará, iniciou sua viagem em 23 de abril de 1942. Seu percurso inclui a passagem por estabelecimentos de ensino exclusivamente públicos (Grupo Escolar Pinto Marques; Colégio Estadual Paes de Carvalho e Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pará). Recebeu o diploma de bacharel em 1965. Demorou pouco tempo advogando. Fez-se Professor de Administração pela Escola Brasileira de Administração Pública- EBAP (I PRONAPA, Programa Nacional de Aperfeiçoamento de Professores de Administração), na Fundação Getúlio, Vargas, Rio de Janeiro, em 1967. Completou o currículo escolar em cursos de pós-graduação (Desenvolvimento Econômico, CEPAL; e Administração de Projetos Universitários – Escola Interamericana de Administração Pública- EIAP/FGV).
Aos 12 anos de idade, foi atraído pelas letras. Na 2ª série do CEPC, manteve um “jornalzinho”, de um só exemplar, “O Clarim”. Wagner de Andrade Figueira, amazonense, era seu colega nessa primeira aventura “jornalística”. Ginasiano, dirigiu o “CEPC”, do Centro Cívico Honorato Filgueiras. Universitário, com um colega (Mariano Klautau de Araújo), dirigiu o TABLÓIDE-UAP. Então, já trabalhava ano Jornal do Dia, Belém-PA.
Transferido para Manaus, foi editorialista de A Crítica por mais de 20 anos. Produz artigos semanais assinados, editados por esse mesmo jornal. Permaneceu por anos como articulista de O Liberal, de Belém. Superam os 3.000 os artigos editados pelos dois diários, mais os que tem publicados em outros veículos. Num deles, do Instituto de Estudos Avançados, da USP, é parceiro do sociólogo Marcelo, seu filho. Escrevem sobre a zona franca de Manaus.
Adolescente, participou de grupos literários de que foi fundador, com outros colegas de viagem: Silogeu dos Novos e Centro de Propagação Cultural, ambos em Belém. Só em 1995 teve publicado o primeiro livro de sua autoria – Memórias Talvez Precoces, CEJUP, Belém, PA. (Se desdenharmos da plaqueta com que foi classificado em primeiro lugar, em concurso nacional promovido pelo Conselho Federal de Administração, sobre o estágio supervisionado (1984).

É uma afirmativa cheia de verdade, assim como se sabe que não há palavra poética, toda palavra é poética. Se houvesse palavra poética isso daria ao poeta um trabalho bem maior do que tem ao escrever um poema. Ele estaria o tempo todo ocupado em procurar palavras poéticas para expressar sua emoção, crisântemo, cristalino, crepúsculo, etc., referindo-se apenas a palavras começadas pela consoante c. No entanto, todas as palavras, com início em todas as consoantes e vogais do nosso alfabeto, são poéticas, visto ser a palavra, qualquer que seja, o instrumento com que manifestamos o sentimento ou coisa que revele a beleza da nossa caminhada pela vida.

[...] toda palavra é poética, dependendo do trabalho que se tenha de tratar a palavra, bem ou mal, como se vê neste livro de José Seráfico, um convite a buscar a poesia em tudo.”

ENTREVISTA

Olá José. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
São poemas inspirados pela experiência de vida do autor, em cenários e situações diversas. Daí ter os poemas organizados em 3 partes - Mergulho, Da janela, Paisagem. Na primeira, o caráter introspectivo predomina. Da janela de vê a realidade mais próxima, vista pelo olhos do autor. A terceira parte contém poemas referidos a realidade mais ampla, onde o fenômeno observado ocorre.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A elaboração do livro decorreu do interesse do autor por compreender o mundo de que é parte e tentar situar-se como animal inteligente nos diversos planos da realidade. Seu eu interior e sua observação da realidade exterior.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Mais um projeto, apenas. Outros virão, se aos meus quase 84 anos de idade me for propiciado acrescentar alguns outros.

O que te inspira escrever?
O mundo e sua extraordinária variedade. O desejo de compartilhar com outros o resultado de minhas percepções e sentimentos.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Se alguém escreve, é porque deseja ser lido. Ao leitor, portanto, é que cabe destacar o merecimento do que escreve. Muitas coisas podem encantar o leitor ou fazê-lo depreciar a obra lida.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Faz anos, a Scortecci editou meu segundo livro de poemas, o VELEIDADES POÉTICAS. Depois, NADA É (NEM SERÁ)TÃO FEIO; (DES)ENCONTROS POÉTICOS e PANPOÉTICA DEMIA. Cheguei à editora, pela consulta na internet.

Obrigado pela sua participação.


Leia Mais ►

01 abril, 2026

Fernanda Cangerana - Autora de: A CASA MAL-ASSOMBRADA DE MARLENE

Fernanda Cangerana
É professora, pesquisadora e escritora brasileira. Sua atuação em pesquisa científica começou em 1992, no Instituto Adolfo Lutz, onde iniciou uma trajetória marcada pelo rigor metodológico e pela investigação aplicada, e pelo compromisso com a saúde pública e o meio ambiente.
Com mais de três décadas dedicadas à ciência e ao ensino, construiu sólida carreira acadêmica, atuando como docente no ensino superior e coordenando cursos de graduação. Ao longo desse percurso, consolidou-se como liderança educacional, aliando experiência em gestão, pesquisa e formação de estudantes.
Paralelamente à vida universitária, desenvolveu uma produção literária que dialoga com memória, história e condição humana. Sua escrita transita entre o romance histórico e o drama social, explorando temas como exclusão, heranças invisíveis, espiritualidade e as marcas que atravessam gerações.
Em A casa mal-assombrada de Marlene, apresenta uma narrativa densa e sensorial ambientada entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, revelando a intersecção entre sua formação científica — atenta ao detalhe, ao contexto e às estruturas sociais — e sua sensibilidade literária.
Também mantém uma coluna em jornal, onde reflete sobre sociedade, cultura e valores contemporâneos.
Fernanda acredita na literatura como instrumento de memória e consciência.

A casa mal-assombrada de Marlene

Algumas casas guardam memórias. Outras guardam fantasmas. Entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, destinos se entrelaçam em uma saga marcada por amor, culpa, preconceito e sobrevivência. Angélica, isolada pela lepra em uma casa construída para escondê-la do mundo. Benedita, nascida livre, mas aprisionada pelas conveniências do poder. Lázaro, ex-escravizado, erudito e idealista, que descobre no amor sua maior força — e sua maior fragilidade. Justiniana, chamada de bruxa, mas forjada na dor e nos segredos das mulheres silenciadas. Quando a doença, o preconceito e as escolhas do passado começam a cobrar seu preço, cada personagem precisará enfrentar seus próprios fantasmas. Porque há heranças que não se deixam enterrar — atravessam gerações, ecoam nas paredes e moldam o destino dos que vêm depois. Com uma narrativa envolvente e sensorial, Fernanda Alves Cangerana Pereira constrói um romance histórico intenso e comovente sobre exclusão, fé, desejo, redenção e as marcas invisíveis que o tempo não apaga. Uma história sobre casas que isolam. E sobre amores que insistem em sobreviver.

ENTREVISTA

Olá Fernanda. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A casa mal-assombrada de Marlene trata, em essência, das marcas que o passado deixa em nós. A narrativa usa a imagem de uma casa mal-assombrada como metáfora para memórias, afetos e silêncios que continuam presentes. Mais do que uma história de assombração, é um livro sobre o que nos habita — e sobre aquilo que, de alguma forma, nunca vai embora.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de A casa mal-assombrada de Marlene surgiu do desejo de trabalhar a noção de ‘assombração’ para além do sentido literal. A casa é um espaço simbólico, onde memórias, afetos e presenças se acumulam ao longo do tempo.
A personagem Marlene foi inspirada em uma figura real — minha tia —, e sua presença na narrativa marca um momento de inflexão, abrindo novas possibilidades de sentido para tudo aquilo que habita a casa.
O livro se destina a leitores que se interessam por narrativas sensíveis e simbólicas, em que o cotidiano se entrelaça com dimensões mais sutis da experiência, e em que memória, afeto e imaginação constroem camadas de leitura.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha relação com a escrita é antiga e constante, mesmo não sendo minha atividade principal. A casa mal-assombrada de Marlene é meu terceiro romance, e cada livro marca uma etapa desse percurso, tanto literário quanto pessoal.
Vejo a escrita como um espaço de elaboração e investigação sensível da experiência humana, e sigo desenvolvendo novos projetos dentro desse universo, ainda que conciliando com outras dimensões da minha vida profissional.

O que te inspira escrever?
Sou movida, sobretudo, pelas ideias — elas surgem com muita intensidade, quase como narrativas já estruturadas. Quando começo a escrever, geralmente já tenho claro o percurso e o desfecho da história, o que me permite desenvolver o texto com mais organicidade.
A casa mal-assombrada de Marlene nasceu assim, e esse também tem sido o processo dos meus outros projetos. Tenho diferentes obras em desenvolvimento, entre romances e contos, que ainda estão em fase de elaboração.
O maior desafio não é a falta de ideias, mas o tempo para desenvolvê-las, já que concilio a escrita com minha atuação profissional. Ainda assim, a literatura permanece como um espaço constante de criação e expressão.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que A casa mal-assombrada de Marlene pode tocar o leitor justamente pela forma como trabalha emoções e memórias de maneira sensível. É um livro que não busca apenas contar uma história, mas provocar uma experiência — algo que ressoa de forma íntima em quem lê.
Antes da publicação, o livro foi lido por um pequeno grupo de leitores, e a recepção foi muito tocante — alguns relataram uma forte emoção ao final, o que me fez perceber que a narrativa alcança esse lugar mais afetivo.
Talvez o que ele tenha de especial seja justamente isso — a capacidade de tocar camadas mais silenciosas da experiência humana, aquelas que muitas vezes não são ditas, mas são sentidas.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei à Scortecci Editora a partir de experiências anteriores de publicação. Já tive a oportunidade de trabalhar com a editora em outros projetos, o que criou uma relação de confiança e continuidade no meu percurso literário.

Obrigada pela sua participação.
Leia Mais ►

Eunice Falcão - Autora de: JARDIM DE MARGARIDAS

Nome literário de Eunice Ribeiro de Souza Falcão
É paulistana, nasceu em setembro de 1966 é graduada em Letras e Pedagogia. Atuou como professora por 30 anos para a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
É amante da literatura, paixão que despertou ao exercer a profissão trabalhando com variados textos literários.
Sem esquecer sua formação de origem, atualmente se dedica à arte de compor textos criativos.
Embora trace novos caminhos, o ser professora nunca sairá de mim.
Herança! Quem não gostaria de ser contemplado com um bom legado por toda a vida? A reflexão recai sobre benefícios ou infortúnios advindos do espólio. Lina foi uma dessas pessoas agraciadas com uma boa herança. Filha de sitiantes no sertão nordestino na década de 40, no leito de morte do seu padrinho, recebeu dele uma verdadeira fortuna em moedas de ouro e prata. Um patrimônio que moldaria para sempre o seu destino. A menina nunca teve lembranças exatas deste episódio, por ser ainda criança quando tudo aconteceu, mas sabia que herdara algo do padrinho porque sempre ouvia das pessoas da família, em especial das tias: “A herança é de Lina”. Uma história baseada em fatos reais, com questões abertas para livre interpretação do leitor, fatos e acontecimentos nunca devidamente esclarecidos e dados como segredos de família. Uma leitura adulta para despertar análise e avaliação no tocante a valores de caráter.

ENTREVISTA

Olá Eunice. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Jardim de margaridas é um romance. A história de uma jovem que migra do sertão nordestino para a cidade grande, São Paulo, nos finais da década de 50. O livro apresenta toda as dificuldades da mulher daquela época em querer se posicionar no meio social, estudar, formar uma profissão, trabalhar.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu sempre quis homenagear uma pessoa especial na minha vida, minha mãe. Um dia resolvi apresentar aos leitores a história da mulher nordestina, sonhadora, com muitos ideais e condições para alcançá-los, porém, por ser mulher, não lhe foi dado o direito de escolha, porque, como se dizia naquela época e no meio familiar em que ela vivia, as meninas eram educadas para casar, ser boa esposa e criar os filhos. Uma leitura que pode despertar no leitor adulto senso crítico no tocante a valores de caráter.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sim, tenho projetos para o mundo das letras. Um dele é produzir textos criativos, que eu gosto muito! Eu já publiquei um romance, uma ficção (UMA JANELA PARA A VIDA), livro de crônicas (MULHERES EM CRÔNICAS), de contos (BEIJO DE MÃE E OUTROS CONTOSe trabalhos literários em revistas e antologias. Quanto aos meus sonhos, estou sempre em busca de idealizá-los, afinal, nada que sonhamos deve ficar na gaveta, devemos, ao menos, tentar realizá-los.

O que te inspira escrever?
Produzir arte é prazeroso, a escrita literária é uma arte. Muita vezes, o que me inspira escrever é a satisfação de ver meu texto pronto, como uma pedra preciosa, que brilha, após várias lapidadas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sim, o meu livro e todos os livros do mundo merecem ser lidos, pois toda leitura é válida para algum conhecimento. Digo mais, a leitura de um livro não deve ser para comentários desprezíveis, e sim para melhorá-lo. pois a leitura é um dos melhores hábitos da vida, se não for o melhor.
Jardim de margarida é especial para mim, por ser um livro escrito em memória de minha mãe, uma história baseada em fatos reais com episódios de conflitos por causa de heranças e segredos de família. A história de uma das muitas mulheres presas a convenções e costumes sociais da época.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Eu conheci o pessoal da Scortecci Editora na feira literária de Itu – SP. Entrei em contato e pedir orçamento para publicar meu livro. Gostei da proposta apresentada e da atenção que eles dedicaram a mim, uma escritora batalhando para publicar seu primeiro livro, deu certo. Assim foi a parceria.

Obrigada pela sua participação.
Leia Mais ►

31 março, 2026

Rodolfo Coelho - Autor de: O DIÁRIO DE UM CHATO (Edição Póstuma)

Rodolfo Coelho                                            
Ana Amelia Coelho 
Nasceu em 1950 em Minas Novas (MG). Em 1963 mudou-se para São Paulo, cidade onde viveu até seu falecimento em 2021. Formou-se em Pedagogia pela USP, especializou-se na área de Recursos Humanos. Foi funcionário público até se aposentar. Casou-se com Sonia Regina, teve duas filhas e um filho: Ana Amelia, Gabriela e Renato. A mineirice sempre foi um ponto forte da personalidade de Rodolfo. Percorria as ruas de São Paulo com seu olhar estrangeiro. Participava de saraus, concursos literários, clubes de leitura. Tinha sempre por perto canetas e blocos de anotação.


O Diário de um Chato - Poemas Reunidos
Rodolfo escrevia incansavelmente. Escrever, criar pequenas narrativas e poemas era o remédio ideal contra o tédio, a chatice, a pasmaceira. Entre uma piada e outra, ele ironizava:
— Se Paulo Coelho fez sucesso com O diário de um mago, Rodolfo Coelho vai publicar O diário de um chato. Esse vai ser o título do meu sétimo livro.
Quem estava por perto vez ou outra ouvia falar da próxima publicação, que acabou ficando sempre para depois — até agora. Eis aqui o tão falado sétimo livro: uma reunião de escritos de seus cadernos e blocos de notas, textos produzidos entre 2005 e 2013, a maior parte deles completamente inéditos. Alguns deles foram publicados num blog coletivo e recitados em saraus. Rodolfo gostava de citar Maiakóvski: “a poesia — toda — é uma viagem ao desconhecido”. Assim, convidamos leitoras e leitores a embarcar nessa viagem e a descobrir que, por trás da ironia do “diário de um chato”, há um observador sensível do cotidiano, alguém que transformava o tédio em poesia. - Ana Amelia Coelho

ENTREVISTA

Olá Ana Amellia.

Do que trata o seu Livro?
O livro é uma coletânea de escritos de meu pai, produzidos entre 2005 e 2013: poemas, crônicas e resenhas de filmes. Esses textos foram preservados em cadernos ou arquivos de Word, alguns chegaram ao público por meio de blogs. Uma obra que resistiu ao tempo à espera do momento certo para ganhar o mundo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Desde o falecimento de meu pai, em dezembro de 2021, cultivei o desejo de realizar uma publicação póstuma. O projeto, no entanto, já vinha sendo gestado muito antes. Desde o lançamento de Rua Augusta com Creme, em 2004 — seu sexto livro —, meu pai planejava o sétimo. O próprio prefácio daquela obra já anunciava o título O diário de um chato.
A construção do livro foi também um ato coletivo de amor e memória: contei com a ajuda de meu irmão na seleção dos textos dos cadernos; familiares e amigos contribuíram com escritos de lembranças, que integram o posfácio da obra.
O livro se destina a um público adulto com interesse em poesia livre, de inspiração cotidiana — leitores que encontram beleza e humor nas pequenas coisas da vida.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Tanto meu pai quanto eu somos apaixonados por literatura e artes.
Paralelamente a este lançamento, estou publicando meu primeiro livro autoral, Nodo-kara te-ga deru, uma reunião de histórias curtas. Também participo de antologias, oficinas de escrita e clubes de leitura. Este livro é, ao mesmo tempo, um sonho realizado e o início de um caminho.

O que te inspira escrever?
As pessoas, o cotidiano, as emoções e o acaso. A sensação de criar mundos a partir da escrita me inspira.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Todo livro merece ser lido — e O diário de um chato tem algo muito cativante: o olhar aguçado de um homem que percorre as ruas de São Paulo em busca de quebrar o tédio e encontrar a si mesmo. Meu pai tinha o dom de descobrir graça na pasmaceira do cotidiano, de transformar o ordinário em algo que nos faz sorrir, refletir e reconhecer a nós mesmos nas páginas.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Meu pai publicou seu primeiro livro, Ignição, pela Scortecci em 1997. A editora acompanhou toda a sua trajetória literária. Eu mesma fui estagiária da Scortecci na área de revisão, durante minha graduação em Letras. Para mim, era mais do que uma escolha: era uma necessidade afetiva publicar O diário de um chato pela editora que guardou, ao longo de tantos anos, a voz literária do meu pai.

Obrigada pela sua participação.
Leia Mais ►