Glória Marina Colombo
É docente na rede Estadual e Municipal de São Paulo, graduada em Letras- língua portuguesa e língua inglesa, Artes Visuais e Pedagogia. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior. Possui formação professional em psicanálise Clínica.
É docente na rede Estadual e Municipal de São Paulo, graduada em Letras- língua portuguesa e língua inglesa, Artes Visuais e Pedagogia. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior. Possui formação professional em psicanálise Clínica.
Livros publicados:
A Bruxa Do Jardim das Borboletas
Por trás da mesa da diretoria e do olhar vigilante que garante uma escola limpa, organizada e segura, existe um universo de sentimentos que poucos conseguem enxergar. Em A bruxa do Jardim das Borboletas, a autora Glória Marina Colombo abre as portas do coração de Ana Paula (carinhosamente transformada na enigmática Aluapana), a gestora cuja presença forte e voz de trovão às vezes assustam, mas cuja alma acolhedora sabe exatamente quando oferecer um chá mágico e um ombro amigo. Esta não é apenas uma fábula infantil; é o relato sensível, real e poético de uma diretora que vive o desafio diário de equilibrar a firmeza da liderança com a doçura do cuidado. Uma obra que revela que, longe dos estereótipos, os verdadeiros guardiões da educação são feitos, ao mesmo tempo, de luzes e de sombras.
Por trás da mesa da diretoria e do olhar vigilante que garante uma escola limpa, organizada e segura, existe um universo de sentimentos que poucos conseguem enxergar. Em A bruxa do Jardim das Borboletas, a autora Glória Marina Colombo abre as portas do coração de Ana Paula (carinhosamente transformada na enigmática Aluapana), a gestora cuja presença forte e voz de trovão às vezes assustam, mas cuja alma acolhedora sabe exatamente quando oferecer um chá mágico e um ombro amigo. Esta não é apenas uma fábula infantil; é o relato sensível, real e poético de uma diretora que vive o desafio diário de equilibrar a firmeza da liderança com a doçura do cuidado. Uma obra que revela que, longe dos estereótipos, os verdadeiros guardiões da educação são feitos, ao mesmo tempo, de luzes e de sombras.
ENTREVISTA
Olá Glória Marina. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?O livro trata da complexidade dos seres humanos e da maneira como sentimentos aparentemente opostos podem habitar a mesma pessoa. Em meio a uma floresta encantada, cercada por flores, borboletas, pássaros e luzes mágicas, surge Aluapana, uma personagem que carrega em si a maldade de uma bruxa e a bondade de uma fada madrinha.Aluapana é rigorosa, exigente e, algumas vezes, assustadora. Sua voz pode parecer um trovão e sua presença provocar temor. Porém, por trás dessa aparência existe alguém profundamente preocupada com o bem-estar das crianças e das pessoas ao seu redor. Quando percebe que alguém está sofrendo, sua dureza se transforma em cuidado, sua severidade dá lugar à ternura e suas palavras passam a acolher.Assim, a história ultrapassa o universo da fantasia e apresenta uma reflexão sobre a vida: ninguém é feito apenas de bondade ou de maldade. Todos carregamos medo e coragem, força e fragilidade, luzes e sombras.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia nasceu a princípio, de um pedido, uma brincadeira de uma diretora que estava usando um chapéu de bruxa e uma vassoura e se despedindo dos professores em uma noite de Halloween, depois de mais um dia de trabalho. Fato esse que fez com que a obra ganhasse vida. Assim como, das observações das vivências dentro do ambiente escolar, especialmente da maneira como cuidar também significa proteger, orientar, corrigir e, muitas vezes, dizer aquilo que nem sempre queremos ouvir.Na história, a escola foi transformada em um lugar mágico porque a vida escolar merece ser apresentada também através do encantamento. O Jardim das Borboletas representa esse espaço onde o cotidiano ganha vida, cores e originalidade. Onde experiências boas ou ruins podem se transformar em aprendizados. Na qual até uma personagem aparentemente assustadora pode revelar um coração cuidadoso. Revelando a luz e a sombra dentro do mesmo ser.O livro é destinado ao público infanto juvenil e a todos que pareciam uma história cheia de encantamento, magia, mas também um universo que mostra um pouco da realidade vividas pelos profissionais da educação. Afinal, embora a história seja apresentada através da fantasia, os sentimentos presentes nela pertencem ao mundo real.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Eu publiquei o meu primeiro livro em 2022. Ele se chama O Castelo de Esmeraldas. Trata de problemas sociais e ambientais.Em 2024 publiquei quatro livros pela editora Scortecci com os títulos: O Reino Encantado; A Borboletas Bella e a Flor Florella; 101 Poemas e Poesias Para Reflexão De Vida; A Magia Dos Livros. E esse ano A Bruxa Do Jardim Das Borboletas. Com temas de cunho reflexivos.
O que te inspira escrever?O que me inspira a escrever são as Infinitas possibilidades de retratar por meio da literatura, o mundo, as pessoas, suas histórias, seus sentimentos e, principalmente, o que existe por trás daquilo que conseguimos enxergar. Ver além da superfície.Acredito que cada pessoa guarda dentro de si um universo que nem sempre é revelado de imediato. Há pessoas que parecem fortes, mas são extremamente sensíveis. Há aquelas que parecem severas, mas demonstram amor através do cuidado. Há também quem esconda suas fragilidades atrás de uma postura firme.A infância é outra grande fonte de inspiração. As crianças enxergam o mundo com encantamento e conseguem encontrar magia onde os adultos muitas vezes veem apenas um mundo de trabalho e responsabilidades. Escrever é uma maneira de dá vida as histórias por meio do universo literário.Por isso, gosto de transformar sentimentos e situações do cotidiano em histórias capazes de despertar imaginação, emoção e reflexão. A fantasia me permite falar de verdades profundas sem perder a delicadeza e despertar a magia que existe dentro de cada um.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Sim, o livro merece ser lido porque a obra A Bruxa Do Jardim Das Borboletas não é apenas uma história sobre uma bruxa. É uma história sobre aquilo que existe por trás das aparências.Seu encanto está justamente na contradição da personagem. Ela pode ser tempestade e, momentos depois, transformar-se em brisa leve. Pode assustar com suas palavras e, ao mesmo tempo, acolher alguém que precisa de cuidado. Pode parecer uma bruxa das antigas histórias, má e cruel, contudo há momentos a Bruxa pode se revelar em uma fada madrinha.Essa dualidade torna Aluapana em uma personagem capaz de despertar curiosidade, identificação e reflexão. Ela nos lembra que não devemos julgar alguém apenas pelo modo como se apresenta em determinados momentos.A floresta, as flores, as borboletas, os pássaros e as luzes amarelas criam um universo visualmente encantador, mas o verdadeiro encanto está na mensagem escondida entre essas imagens: somos seres feitos de vários sentimentos, e o que parece sombra, também carrega luz.Talvez seja essa a maior magia do livro. Ao ler a obra e conhecer a Bruxa Aluapana, o leitor não encontra uma personagem perfeita. Encontra uma personagem verdadeira.Aluapana é metade bruxa, metade fada madrinha. Mas, acima de tudo, é um mistério sobre a capacidade humana de ser, ao mesmo tempo, tempestade e abrigo, força e ternura, luz e sombra.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?A princípio por indicação de uma amiga. E também porque publico livros com a Scortecci desde 2024.
Obrigada pela sua participação.











