23 agosto, 2026

Jacqueline Pharlan - Autora de: ASSOCIAÇÃO DE CICLISMO PEDAL SEM DESTINO

Professora de inglês formada em letras, especialista em língua portuguesa pela FIA SP e em mídias na educação pela UNIFAP, engenheira de produção pela UEAP, pós graduada em engenharia de avaliações e 16/07/2026, perícias e engenharia de segurança do trabalho pela faculdade Anhanguera - SP, escritora, ciclista, cicloativista, maker e mãe.

Este livro contempla a trajetória da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino com o intuito de mostrar que através do ciclismo, cicloturismo e grupos de pedais organizados é possível impactar positivamente a sociedade em prol da inclusão, saúde física, mental e ambiental. Exemplos de iniciativas da sociedade civil que trazem benefícios para todos, de maneira a contribuir sob a ótica de sustentabilidade, mobilidade, turismo, cultura, bem-estar e outros aspectos voltados à melhoria da qualidade de vida da população.
A adoção da cultura da bicicleta para transporte, esporte ou lazer vai além da necessidade de atingir índices de desenvolvimento sustentável conforme prevê a Organização das Nações Unidas, trata-se de responsabilidade social, política e ambiental. Unidos podemos melhorar e ampliar a consciência e respeito a si, ao próximo e ao ambiente em que vivemos. Grupos de ciclistas podem ir além de pedaladas, a integração é benéfica para o corpo, alma, espírito, natureza, economia e para o desenvolvimento da cidade. Ao ler os depoimentos e as trajetórias individuais de membros da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino são perceptíveis os imensos benefícios da prática para o bem-estar mental e físico, são histórias de superação, inclusão, cura, entrosamento e amizades que contagiam. Além disso, poderá conhecer um pouco do projeto Pedalando com as Escolas, a importância e contribuições para disseminar a cultura da bicicleta pelo Amapá e também algumas iniciativas do grupo voltadas ao cicloturismo e a inclusão. Experiências de amor, união e cidadania que fazem do grupo uma grande família, que não se esquece de homenagear membros queridos como Maria Almeida, ciclista, amiga, psicóloga, aquela que foi mais que uma integrante da equipe, mas o coração e semente do grupo. Como parte essencial da expressão de amor ao ciclismo, foi reservado um espaço às poesias em que autora e organizadora desta obra, ciclistas e convidados puderam expor sentimentos e emoções relacionados ao uso da bicicleta e ao Amapá. Agradecimento especial à contribuição da Dr Sânzia Fernandes pelo capítulo sobre Inclusão, ciclismo e desenvolvimento escrito para esta obra, o qual aborda a relação do ciclismo e importância da inclusão no esporte, assim como em todas as esferas sociais de maneira a promover dignidade para todos, trazendo dados e informações relevantes para a área do ciclismo.

ENTREVISTA

Olá Jacqueline. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro apresenta a trajetória da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino e demonstra como o ciclismo, o cicloturismo e os grupos organizados de pedal podem promover inclusão social, saúde física e mental, cidadania, mobilidade sustentável, turismo e qualidade de vida.
A publicação reúne relatos de integrantes da Associação Pedal Sem Destino, histórias de superação e pertencimento, além de destacar iniciativas como o projeto Pedalando com as Escolas, que incentiva o uso da bicicleta e a educação para o trânsito entre estudantes do Amapá.
A obra conta ainda com a participação especial da autora Sânzia Fernandes Brito, graduada em Teologia, Filosofia, Letras e Pedagogia, e Mestre em Educação, responsável pelo Capítulo V – Inclusão, Ciclismo e Desenvolvimento, que aborda a importância da inclusão e da acessibilidade no esporte e na sociedade.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever esta obra surgiu a partir da minha vivência como ciclista, cicloturista e cicloativista. Ao longo dos anos, pude testemunhar como a bicicleta vai muito além de um meio de transporte ou prática esportiva: ela transforma vidas, promove inclusão social, fortalece comunidades, incentiva hábitos saudáveis e aproxima as pessoas da natureza. Essas experiências despertaram o desejo de registrar histórias, compartilhar conhecimentos e evidenciar o potencial do ciclismo e do cicloturismo como ferramentas de desenvolvimento humano e social. A obra é destinada ao público em geral, especialmente às pessoas que apreciam a natureza, o esporte, a bicicleta e a busca por uma melhor qualidade de vida. Também é voltada para educadores, estudantes, gestores públicos, ciclistas, cicloturistas e todos aqueles que se interessam por temas relacionados à mobilidade ativa, sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento comunitário.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha trajetória no mundo das letras começou com a publicação da obra Cicloturismo e Desenvolvimento Regional: Reflexões a Partir do Estudo de Caso da Trilha da Samaúma (AP), lançada em 2022. Inspirado pela minha paixão pelo ciclismo e pela beleza da Amazônia, especialmente da Trilha da Samaúma, na Ilha de Santana, o livro aborda o cicloturismo como ferramenta de desenvolvimento regional, destacando seu potencial para gerar emprego, renda, inclusão social e promover a valorização ambiental e cultural das comunidades locais.
A partir dessa primeira obra, iniciei uma intensa jornada como escritora, participando de lançamentos, feiras literárias, clubes de leitura, antologias, exposições culturais e eventos nacionais e internacionais, além de integrar academias e grupos organizados de escritores comprometidos com a valorização da literatura e da cultura amazônica.
Mais do que um sonho realizado, considero esse livro o primeiro de muitos projetos. A escrita tornou-se uma extensão do meu propósito de educar, inspirar e contribuir para o desenvolvimento sustentável, unindo literatura, educação, cultura, cicloturismo e transformação social. Ao longo dessa caminhada, também publiquei capítulos de livros e artigos científicos, ampliando minha atuação como autora e pesquisadora.

O que te inspira escrever?
Minha inspiração para escrever nasce, principalmente, das experiências que vivo, das pessoas que encontro e da realidade que observo ao meu redor. O ciclismo, a Amazônia, a natureza, a educação, a cultura e as histórias de transformação social despertam em mim o desejo de registrar, refletir e compartilhar ideias.
Também me inspira a possibilidade de, por meio da escrita, valorizar nossa região, preservar memórias, provocar reflexões e mostrar que pequenas iniciativas podem contribuir para grandes transformações. Para mim, escrever é uma forma de dar voz às experiências e transformar conhecimento, sentimentos e vivências em algo que possa inspirar outras pessoas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que meu livro merece ser lido porque apresenta uma visão inspiradora sobre o poder transformador da bicicleta na vida das pessoas e das comunidades. Mais do que falar sobre cicloturismo, a obra convida o leitor a refletir sobre desenvolvimento sustentável, preservação ambiental, qualidade de vida, mobilidade ativa e valorização das riquezas culturais e naturais da Amazônia.
O grande diferencial do livro está em unir pesquisa, experiências reais e o olhar de quem vivencia o ciclismo como prática de vida. A partir do estudo de caso da Trilha da Samaúma, na Ilha de Santana, o leitor conhece um território rico em história, cultura e biodiversidade, compreendendo como o turismo responsável pode contribuir para o desenvolvimento regional sem abrir mão da conservação ambiental.
Além disso, a obra desperta o desejo de explorar novos caminhos, respeitar a natureza e enxergar a bicicleta como instrumento de inclusão, saúde, educação e transformação social. É um livro que dialoga com ciclistas, amantes da natureza, pesquisadores, educadores e todos aqueles que acreditam que um futuro mais humano e sustentável é possível.
Além de alertar para a necessidade de ampliação da mobilidade, segurança para o uso da bicicleta e a importância de atingir os índices de desenvolvimento sustentável necessário.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a editora através do livro de um amigo, Marlon Miranda que publicou uma obra e me convidou para escrever a orelha do livro.

Obrigada pela sua participação.
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22 agosto, 2026

Anderson Flávio - Autor de: CONEXÕES ENTRE PSICOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - VOL. III

Anderson Flávio
Psicólogo. Filho de mãe pernambucana e pai mineiro, nascido na zona sul de São Paulo.
Casado há 24 anos com a Regilane e pai da Amanda. Tem experiência com gente desde os doze anos, quando trabalhava na feira cuidando de uma barraca de chinelos. Foi flanelinha na feira de Moema —SP. Depois trabalhou com atendimento ao cliente, a seguir, na área de RH por muitos anos, como gerente de Recursos Humanos.
Psicólogo clínico, com pós-graduação em Neurociências pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e MBA em Recursos Humanos. Faz atendimentos individuais, de adolescentes, adultos e idosos. Trabalha com atendimento on-line para qualquer lugar do Brasil ou do exterior.
Palestrante há mais de 12 anos e convidado de grandes empresas e instituições, como: IML, Hospital Juqueri, Ganha Tempo, Sociedade Bíblica do Brasil, entre outras. Workshops corporativos em empresas, treinamento e capacitação profissional.
Autor dos livros: A essência da Humildade, Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol. I e Vol. II.
Gosta de leitura e lê de tudo sem preconceito. Arrisca alguns acordes no violão, pois gosta muito de música. Gosta de arte, natureza e de conhecer lugares.
Psi por vocação e ajudar pessoas como missão.

Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol. III
A espiritualidade aqui não é vista como algo a ser “curado”, mas como parte da própria vivência do paciente que pode enriquecer o processo terapêutico a partir dessa conexão entre Psicologia e Espiritualidade, levando-o a conhecer a sua própria identidade. Percebemos um olhar atento às marcas formativas da família, às dinâmicas relacionais que nos estruturam e, tantas vezes, também nos ferem, bem como à necessidade de equilíbrio, limites e reconciliação para que a vida floresça com maturidade. Há, em especial, uma abordagem sensível das relações familiares, que reconhece tanto seu potencial restaurador quanto os desafios que exigem discernimento, cuidado e Graça. Os terapeutas aqui dão-nos a impressão clara de que são não apenas profissionais da área, mas testemunhas, como “observadores reverentes”, como se vendo na descrição do tema, numa verdadeira reflexão da vida e da espiritualidade aplicada ao cotidiano de cada um de nós. Lemos estas páginas com a sensação de estarmos sendo acompanhados, não julgados; orientados, não apressados, como se nos dessem uma “receita rápida”, conclusiva e definitiva, replicável em série, não uma experiência transcendente, que nos leve à contemplação e ao reconhecimento de nossa própria finitude. Finalmente, trata-se de uma obra que nos convida a perceber, em meio às fragilidades humanas, o cuidado paciente e redentor do grande amor de Deus, que sustenta processos, cura feridas e conduz à vida reconciliada, ou “vida abundante”, como Ele prometeu: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

ENTREVISTA

Olá Anderson. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Um conjunto de ensaios que tem por objetivo mostrar a conexão entre a psicologia e a espiritualidade. A espiritualidade como uma dimensão do ser humano, inclusive a dimensão mais imaterial, não pode ser sucumbida pelo conceito incompleto de que o ser humano é biopsicossocial. O ser humano na verdade é biopsicossocialespiritual. Essa é a proposta do livro mostrar isso para o público.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasce de uma inquietação de perceber que quando se trata de discutir o que constitui o ser humano, a dimensão espiritual por vezes é marginalizada. Os grandes expoentes da psicologia consideravam a dimensão espiritual do ser humano, como: Viktor Frankl, Gordon Alport, Maslow, Rudolf Allers, Carl Rogers, Jung e outros.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
O projeto é uma trilogia, estamos publicando o volume III. Materializamos um objetivo muito grande, colocar no mercado uma literatura que aborde a dimensão espiritual do ser humano.

O que te inspira escrever?
Como organizador da trilogia sempre gostei de escrever desde criança. Me destacava nas aulas de português na escola. Tinha muita facilidade de redigir redações, de fazer leitura e de interpretar textos. Tenho sete livros publicados e estou apenas começando. Tenho muitos projetos de escrita.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Muito. A demonstração de que se não considerarmos a dimensão espiritual, o ser humano fica manco. É como se olhássemos para o ser humano de maneira muito incompleta. A materialidade não dá conta de responder todas as complexas questões da alma humana. O ser humano tem necessidade de transcendência.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a Scortecci há alguns anos pela internet. Entrei em contato e a Paola e ela foi extremamente atenciosa comigo. Me ganhou pelo atendimento humanizado e atencioso. Resolvi fechar a edição da trilogia com ela.

Obrigado pela sua participação.
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21 agosto, 2026

Vinícius Lemarc - Autor de: PASSARIM

Vinícius Lemarc
Natural de Fortaleza-CE,  não é apenas um poeta e ficcionista interessante. Transitando pelas mais variadas formas e estilos, já publicou "Vassalo: poemas e rodapés", um livro de poesias que, com maestria, mistura delicadeza, variedade e profundidade.
Seu segundo livro, "Crônicas para Maiores", ilustra também o seu domínio do texto narrativo curto, e a habilidade para o texto crítico e de verve doce e divertida. Seu primeiro volume de "Fábulas" é realmente delicioso; uma coletânea de narrativas que vai do clássico ao moderno com a desenvoltura própria de um artesão das letras. Agora, seu último livro, "Passarim", lançado pelo selo Pingo de Letra, da Editora Scortecci, é uma espécie de singela dedicatória aos pequeninos, uma obra que mostra mais uma faceta desse autor que, aos poucos, e merecidamente, vem conquistando o seu espaço.

Passarim

Ilustrações: Byron Wyatt
Este é um pequeno livro sobre buscar o próprio caminho! A história de Passarim, que, nascido em cativeiro, vê, junto dos pais, os dias passar, sem expectativas de uma vida produtiva e bela. Mas Passarim é espírito livre, e, quando encontra oportunidade, voa em busca de realização! Uma história inspiradora para os pequeninos, que, aos poucos, construirão um forte ímpeto de autonomia, voltado ao bem, superando o que restringe sua plenitude, sejam barreiras reais ou imaginárias.


ENTREVISTA

Olá Vinícius.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Inicialmente, gostaria de agradecer à Revista do Livro pelo convite para falar um pouco sobre mim e sobre o meu trabalho com a literatura.
Bem, Passarim é um livro que tenta alcançar o olhar e a perspectiva da criança. Creio que essa seja sempre uma barreira a transpor por quem escreve para esse público.
A mensagem, portanto, é simples, e procura fazer com que elas apreciem para além das ilustrações; que percebam, sem o óbice de maneirismos, um pouco sobre a necessidade de lutar frente aos obstáculos, rumo à realização pessoal, por meio de uma vida enriquecida por boas experiências.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse é um livro escrito por ocasião do nascimento de uma filha. Não havia pensado, à época, em publicar. Depois dele, escrevi outros, alguns já publicados. Julguei, então, que seria boa ideia dá-lo a conhecer por outras crianças. Fiz alguns ajustes, e, enfim, acho que elas irão gostar.
As ilustrações e a personagem principal também têm uma identidade visual muito própria, e acredito que cativará a garotada, o que é a melhor recompensa.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Antes de tudo, escrever, para mim, é um enorme prazer. Se pudesse, o faria com uma constância muito maior. Sou um apaixonado pela arte e pela literatura, embora saiba das minhas imensas limitações a respeito. Mas essa coisa de amor, às vezes, é mesmo estranha. Penso ainda que a literatura e a música disputam o primeiro lugar no panteão das artes.
Gosto muito do contato com a música, com os livros e com as pessoas que amo. Aliás, acho que sou mesmo o último romântico. Gosto do contato com plantas, pássaros, de pequenos prazeres, como a marcenaria e todo tipo de trabalho manual que possa realizar.
Acho estranho também, mas tenho um olhar para o homem e para o mundo, e me desanima o quanto tudo isso carece de amor. Me incomoda que boa parte das pessoas não perceba que ele é a maior dádiva da vida. Acredito que isso perpassa o que escrevo, mas tento ser sóbrio e equilibrar bem as coisas.
Sobre a minha escrita, sou poeta, ficcionista e também aforista. Escrevo essencialmente para adultos, mas reservo sempre um tempinho para nossos pequenos. Sempre gostei de inventar histórias para as crianças, e elas adoravam. Provavelmente, apenas por que não ouviam coisas assim em outros lugares.
Gosto de escrever não ficção também, mas essa não é uma escolha. É algo que fica na mesa.
Como todo autor, meu desejo é que as pessoas tenham contato com o que escrevo; e não só; espero que tenham contato com a beleza e a vastidão da literatura universal, seja do passado ou contemporânea.
Quando escrevo um texto, um livro, um poema sinto que aquilo é para as pessoas, que se elas olharem com cuidado, talvez se deparem com coisas adoráveis, instigantes, reflexivas... Sinto-me como alguém que serve aos outros. Que divide algo. E espero que as pessoas olhem, se animem, se emocionem, se fortaleçam... essas coisas.
Seja na produção adulta ou na infantil, o compromisso é descrever com honestidade o percebido, ainda que às vezes não goste da realidade vislumbrada. Penso que só entendendo-a melhor se aumentam as chances de se encontrarem caminhos.
Quanto à minha carreira literária, ainda não está organizada como imagino, mas Passarim é parte de uma família que, espero, continue crescendo e se melhorando.
 
O que te inspira escrever?
Quase tudo. Isso é algo bem curioso, mas não sei se cabe tentar explicar aqui. Obviamente há coisas que não me estimulam, mas a mente humana, os acontecimentos, os sentimentos chamam minha atenção, para dizer de modo simples, já que nem mesmo eu entendo isso direito. Fato é que se eu não gostasse de escrever acho que seria um fardo. Mas não. O desafio é perder o mínimo possível do que se apresenta ao escrutínio. Sou muito quieto, mas a minha mente não é bem assim.
 
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acho que não só ele como os outros. São feitos com carinho, para apresentar às pessoas novas histórias, novos pontos de vista, novos personagens, etc. As fábulas, por exemplo, eventualmente, sei de alguém que usou uma em suas aulas. Essa é uma alegria imensa, para mim. Em todos os livros creio que dá para encontrar algo legal. Passarim não é diferente.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Todo escritor que ainda não se estabeleceu está sempre de olho em tudo. Não recordo exatamente quando ou como; acho que navegando; mas parabenizo a Editora Scortecci por seu trabalho incrível em prol da cultura e da literatura no Brasil, sobretudo apoiando decisivamente novos autores.
Para concluir, agradeço tanto à editora pelo apoio quanto a todos que leram essa entrevista ou qualquer dos meus livros. Muito obrigado!

Obrigado pela sua participação.
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19 agosto, 2026

Márcio Vidal Marinho - Autor de: ACABOU A POESIA DO MUNDO

Márcio Vidal Marinho
Há alguns anos se multiplicam os movimentos culturais nas periferias das grandes cidades, como por exemplo, o Sarau da COOPERIFA (Cooperação Cultural da Periferia), um dos maiores expoentes em São Paulo. Semanalmente, artistas que têm em comum o aspecto periférico, na geografia estética ou temática se encontravam para valorizar a cultura brasileira. É nesse meio que surge Marcio Vidal Marinho, nascido e criado em uma das periferias mais famosas pela miséria e violência, Jd.
Ângela, mas que a despeito de tudo afirma a importância da literatura para se fortalecer nas lutas diárias; formou- se Mestre em Letras pela Universidade de São Paulo - USP, atualmente é Doutorando em Geografia Humana pela mesma universidade.
Autor dos livros: Posso Escrever Os Versos Mais Lindos Esta Noite (2019), 21 GRAMAS (2016), A Vida Em Três Tempos (2013) e Receitas Para Amar No Século XXI (2010).
Realiza palestras em eventos, escolas e universidades apresentando seu trabalho como poeta, seus estudos e reflexões a respeito da Literatura Periférica, Racionais MC's, periferia e direito à cidade.

Acabou a Poesia do Mundo - Levaram, Ao Anoitecer, o que Restava do Amor
"Acabou a poesia do mundo: Levaram, ao anoitecer, o que restava do amor" é um conjunto de poemas que aborda temas como o amor e a conquista sob uma perspectiva emocional, crítica e existencial, num diálogo aberto sobre o amor vivido em sua máxima potência. O livro se propõe a ser um porta voz dos sentimentos, falar aquilo que as pessoas gostariam de dizer à sua companheira ou companheiro, mas não sabem como; aproximar casais, aprofundar o amor nas relações. A linguagem é de uma poética acessível, com uma intensidade emocional universal que faz com que as pessoas sintam o desejo exposto nos versos, o tom é intimista oferecendo momentos românticos às pessoas que vivem uma realidade endurecida e sem tempo para ser romântico.

ENTREVISTA

Olá Márcio.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro trata de amor, amor ao próximo, ao amigo, ao filho, à esposa, ao namorado. Ele busca devolver a beleza de admirar alguém, de contemplar os detalhes. De questionar de onde vem e para onde vai o amor.
São versos livres e prontos para trazer suspiros e às vezes nos fazer engolir a seco as palavras, de modo que nem tudo são flores, mas a gente precisa aprender a conviver com as diferenças e buscar uma vida de amor e harmonia.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse é meu 5º livro e a ideia de explorar dessa forma o amor foi do Edi Rock, dos Racionais MC's. Um dos maiores ícones da música, sobretudo no que diz respeito à luta antirracista, de questionamento social, de colocar o dedo nas feridas sociais e de dar voz às periferias.
Temos uma parceria de quase 20 anos de palestras em escolas e ele sempre me falou para investir na questão do amor porque falar disso é uma missão muito difícil e para poucos, mas que via que eu tinha essa condição de realizar.
Com isso, passei a buscar ainda mais olhar para os sentimentos que as pessoas querem dizer, mas não encontram as palavras para falar.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha carreira literária começa em 2004 junto ao sarau da Cooperifa (Cooperação Cultural da Periferia), fundado pelo Marco Pezão e pelo poeta Sérgio Vaz. Em 2010 publico meu primeiro livro, "Receitas Para Amar no Século XXI"; depois em 2013, "A Vida Em Três Tempos"; em 2016, 21 Gramas, que recebeu Menção Honrosa no 23º Programa Nascente da Universidade de São Paulo - USP, que teve o prefácio escrito pelo poeta Sérgio Vaz e orelha feita pela imortal Heloisa Buarque de Holanda; em 2019, o livro Posso Escrever os Versos Mais Lindos Essa Noite, que parafraseia o poeta Pablo Neruda e tem o prefácio escrito pela atriz e cantora Mariana de Moraes, neta do poeta Vinícius de Moraes.
Desde minha primeira publicação, esse foi o maior espaço de tempo que fiquei sem publicar, então decidi que era hora de trazer o amor ao cotidiano novamente.

O que te inspira escrever?
As relações amorosas, com toda certeza. Penso que quanto mais as pessoas amam, mais gentil elas buscam ser. O mundo precisa dessa gentileza dos amantes.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Às vezes, tenho a impressão de que o mundo está endurecido. As pessoas estão cada vez mais sem paciência. O livro vem para reapresentar a beleza do simples.
Leia e vai querer amar!

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Desde meu segundo livro eu publiquei pela editora Ibis Libris cuja proprietária Thereza Motta faleceu, em 2026. Com isso, a Ibis Libris me apresentou ao João Scortecci, que com toda gentileza acolheu meu livro até chegarmos a esse momento lindo do lançamento.

Obrigado pela sua participação.
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15 agosto, 2026

Pablo Lozano - Autor de: EU, ROSA, NADA COR-DE-ROSA

Pablo Lozano
É artista visual, designer e joalheiro. Sua prática atravessa a arte, explorando afeto, memória e transformação.
Desde pequeno, escuta histórias e conselhos de sua avó. Este livro nasce dessa escuta e da vontade de não deixá-los desaparecer. Escrever tornou-se uma forma de permanência e homenagem.
Graduado em Publicidade (FMU) e pós-graduado em Arte e Tecnologia (Belas Artes), atualmente cursa pós graduação em Artes Visuais pela ECA-USP. Vive e trabalha em São Paulo.

Eu, Rosa, Nada Cor-de-Rosa
Este livro é um convite: escutar o que o tempo quase apagou. Inspirado nas histórias que ouvi de minha avó, este relato mistura memória, imaginação e emoção em uma escrita que pulsa entre o real e o inventado. Histórias dela atravessam estas páginas, entre o que foi vivido e o que se reinventou. Se você já sentiu que uma história pode mudar algo dentro de você, este livro é para ser lido devagar e lembrado por muito tempo. Porque algumas histórias não terminam. Elas se transformam. E você, também guarda histórias que nunca te abandonaram?


ENTREVISTA

Olá Pablo.   É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Eu, Rosa, nada cor-de-rosa é um romance narrado em primeira pessoa por Rosa, minha avó. A história parte das memórias e dos relatos que ela me contou sobre sua família e atravessa diferentes gerações, países e momentos históricos. Entre Portugal, Espanha, Argentina e Brasil, a narrativa reúne histórias de família, amores, aventuras, conflitos, desejos, perdas e recomeços.
Acompanhamos a vida de Rosa e das pessoas que vieram antes dela, em uma história marcada por deslocamentos, relações familiares, paixões, escolhas e pelas circunstâncias de uma época. É uma narrativa sobre pessoas tentando encontrar seu lugar no mundo, enquanto carregam consigo as marcas de suas origens e das escolhas de quem veio antes.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu há alguns anos, quando minha avó começou a me contar histórias da família. Como sempre fui muito curioso, comecei a querer saber mais e mais. Perguntava, puxava um fio, aparecia outra história, depois outra, e, quando percebi, já tinha um livro inteiro se formando na minha cabeça.
Acredito que seja uma obra para leitores que gostam de histórias de família, com pitadas de romance e aventura, personagens fortes e vidas cheias de acontecimentos. É também para quem gosta de entrar em uma história sem saber exatamente onde ela vai chegar e descobrir, junto com os personagens, os caminhos que a vida pode tomar.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu, Rosa, nada cor-de-rosa é meu primeiro livro. Ele nasceu, antes de tudo, como uma homenagem à minha avó, uma pessoa que fez muito por mim e que teve um papel fundamental na construção de quem sou hoje. Nós tínhamos uma conexão muito forte, e escrever sua história foi também uma maneira de registrar e preservar um pouco dessa relação.
Sim, é um sonho realizado. Mas não quero que seja o único. Depois de passar alguns anos escrevendo este livro, já tenho outra ideia na cabeça e vontade de começar a escrever o próximo. Talvez eu tenha descoberto que essa inquietação também pode morar na literatura.

O que te inspira escrever?
A curiosidade e o olhar para o outro me aproximam muito da escrita. Gosto de observar as pessoas, suas histórias, seus comportamentos, suas contradições. Costumo dizer que sou um reparador do mundo, e acho fascinante poder transformar aquilo que observo em histórias.
O que mais me interessa é justamente essa possibilidade de compilar, imaginar, misturar e transformar histórias em alguma coisa que possa ser compartilhada. Colocar tudo isso no papel é também uma maneira de mostrar um pouco do que existe dentro da minha cabeça.
Acho que isso sou eu: um ser inquieto, que observa, inventa e está sempre querendo descobrir alguma coisa nova.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acho que o que torna o livro especial é justamente a mistura entre vida real e imaginário. Há muitas histórias nele, e cabe ao leitor descobrir o que realmente aconteceu e o que foi inventado.
São memórias familiares, e talvez muitas delas possam despertar alguma identificação, porque toda família tem suas histórias, seus segredos, suas versões e suas contradições. O que fiz foi pegar esse material e passar tudo pelo filtro da minha cabeça inquieta, de um artista que também quis experimentar ser escritor.
Existe ainda uma particularidade importante: essas histórias chegaram até mim pela oralidade. Não eram cartas, diários ou documentos escritos. Eram histórias contadas pela minha avó. Isso me deu uma liberdade muito grande para imaginar, preencher lacunas e construir a narrativa.
E acho que o livro ganha força principalmente nas páginas finais, quando a história vai crescendo e muitas coisas começam a se revelar. Alguns amigos e familiares já leram e estão gostando muito. Agora é a vez de outros leitores descobrirem a história de Rosa e decidirem, por conta própria, o que é memória e o que é invenção.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei à Scortecci por indicação de uma grande amiga, que também é escritora e já publicou pela editora. Foi através dela que conheci o trabalho da Scortecci e surgiu a possibilidade de apresentar meu livro para avaliação.

Obrigado pela sua participação.
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11 agosto, 2026

Elli Roché - Autora de: MUNDO REAL / VIRTUAL

Elli Roché
Nome literário de Elizete Zabudowski Rocha, é advogada, filósofa, empresária e escritora curitibana.
Dedica-se aos estudos da filosofia, ética, comportamento humano e tecnologia, buscando compreender os desafios da existência contemporânea diante das transformações digitais. É autora da obra infantil Era uma Vez a Dona Joaninha – Os Cinco Sentidos e Suas Funções e idealizadora da Filosofia da Presença Consciente, proposta filosófica que valoriza o equilíbrio entre o avanço tecnológico e a experiência humana autêntica. Recentemente publicou o livro infantil: Antonella, Bella! . Em suas obras, une reflexão crítica, sensibilidade humana e compromisso com a construção de uma sociedade mais consciente.

Mundo Real / Virtual - O Ser e a Autenticidade em Tempos de Espelhos Digitais
Em uma sociedade cada vez mais conectada, onde as experiências humanas transitam constantemente entre o mundo físico e o ambiente digital, surgem novos desafios relacionados à identidade, à autenticidade e ao sentido da existência. Em Mundo Real / Virtual - O Ser e a Autenticidade em Tempos de Espelhos Digitais, a autora propõe uma reflexão filosófica sobre os impactos da tecnologia, das redes sociais e da hiperconectividade na construção do ser contemporâneo. A obra apresenta a Filosofia da Presença Consciente como uma proposta de equilíbrio entre inovação tecnológica e humanidade, convidando o leitor a repensar sua relação consigo mesmo, com o outro e com o mundo em uma era marcada pelos espelhos digitais.

ENTREVISTA

Olá Elli.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A obra propõe uma reflexão filosófica sobre o ser humano diante do mundo digital. Discute identidade, liberdade, autenticidade e responsabilidade em uma sociedade cada vez mais mediada por redes sociais, algoritmos e inteligência artificial. O convite central é simples e, ao mesmo tempo, essencial: como permanecer humano em meio a tantas mediações tecnológicas?

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasceu da observação de uma realidade cada vez mais conectada e, paradoxalmente, muitas vezes mais distante da presença e da autenticidade. Minha formação em Filosofia e Direito também orientou esse olhar sobre liberdade, escolhas e responsabilidade. É uma obra destinada a todos que desejam compreender melhor sua relação consigo mesmos, com o outro e com o universo digital.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou filósofa, advogada, empresária e escritora. A literatura tornou-se uma forma de reunir diferentes experiências e transformá-las em reflexão. Mundo Real | Virtual integra esse percurso autoral, que também contempla a literatura infantil. Mais do que um sonho realizado, considero a escrita um projeto em permanente construção.

O que te inspira escrever?
O ser humano. Suas escolhas, contradições, afetos e a busca de sentido diante das transformações do mundo. Escrever, para mim, é observar o presente com atenção e transformá-lo em perguntas capazes de despertar consciência.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Porque aborda uma questão que atravessa a vida de praticamente todos nós: quem somos quando parte de nossa existência acontece diante das telas? O livro não condena a tecnologia; convida ao discernimento. Sua proposta é recuperar a autonomia, a autenticidade e a presença consciente em um mundo de estímulos permanentes.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei à Scortecci em minha trajetória como escritora e encontrei uma editora com experiência, tradição e cuidado com o autor. A relação construída com a editora e o trabalho desenvolvido em minhas obras fizeram com que esse caminho literário se consolidasse naturalmente.

Obrigada pela sua participação.
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