É Cuidador de Pessoas 60+ desde 2003. Deixou 2 trabalhos vendedor e professor) para se dedicar em tempo integral aos cuidados da mãe com Alzheimer. Permaneceu com ela até sua despedida no versão de 2013. Permaneceu na profissão e honra o legado da mãe em casa paciente.
O guia essencial para a dignidade após os 60 anos - Em 2050, o cenário global será inédito: pela primeira vez na história, haverá mais pessoas com 60 anos ou mais do que jovens. As projeções são claras: vivemos mais, e a taxa de natalidade segue em declínio desde os anos 1960. Essa revolução demográfica exige uma nova perspectiva e, acima de tudo, ação. Afinal, quem já viveu 60 anos ou mais — essa geração de ferro — construiu o mundo onde vivemos hoje. Sejam nossos familiares, amigos, vizinhos ou desconhecidos, eles merecem e precisam ser tratados com o máximo respeito, dignidade e autonomia. É dever da família, da sociedade e do Estado olhar com zelo e atenção para a população 60+. Este livro não é apenas um manual; é um guia prático e compassivo que oferece diretrizes claras e estruturadas para filhos, cuidadores, profissionais de saúde e qualquer pessoa interessada em promover um envelhecimento ativo, saudável e respeitoso. O conteúdo abrange desde os direitos e a legislação que protegem a pessoa idosa, passando por orientações de saúde e bem-estar, até estratégias para manter a autonomia e participação social. Você também encontrará ferramentas sobre comunicação empática e diretrizes para o cuidado. Tratar o idoso com respeito e dignidade não é somente uma questão ética; é um investimento direto na qualidade de vida dele. Quando valorizado, o idoso experimenta aumento na saúde mental e na autoestima. E para honrar a dignidade dele e construir nossa própria velhice, todos devem denunciar quaisquer tipos de violência contra a pessoa 60+. Não espere a crise surgir. Invista neste conhecimento para assegurar que seus pais, seus entes queridos ou seus pacientes desfrutem de uma vida plena, com dignidade inegociável até o último dia. Adquira este guia e torne-se um agente ativo na construção de um envelhecimento mais justo e humano.
ENTREVISTA
Olá Marcos. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?Meu livro, A Dignidade dos 60+ não é apenas um manual técnico de assistência, mas um manifesto humanista que busca redefinir o paradigma do envelhecimento na sociedade contemporânea. A obra nasce da necessidade urgente de olhar para a pessoa idosa não como um conjunto de patologias ou limitações, mas como um indivíduo portador de uma trajetória rica e de direitos inalienáveis à autonomia e ao respeito. Ao longo de suas páginas, o livro convida cuidadores, familiares e profissionais de diversas áreas a despirem-se de preconceitos etaristas, promovendo uma imersão na psicologia e na fisiologia do envelhecer sob a ótica da alteridade, onde o cuidar deixa de ser uma tarefa mecânica para se tornar um ato de preservação da essência humana.O cerne desta obra dedica-se a capacitar o leitor com ferramentas práticas e reflexivas para lidar com as complexidades do cotidiano do cuidado, priorizando sempre a manutenção da autonomia. Entendo que cuidar envolve um equilíbrio delicado entre oferecer suporte e permitir que o idoso continue sendo o protagonista de sua própria história. Por isso, o guia detalha estratégias de comunicação assertiva, adaptação de ambientes e gestão emocional, garantindo que o cuidador compreenda os sinais não verbais e as necessidades psicossociais que, muitas vezes, são negligenciadas em rotinas de cuidados puramente clínicas. O objetivo é transformar a assistência em uma parceria baseada na confiança mútua.Além do suporte prático, o livro mergulha em questões éticas e bioéticas fundamentais que permeiam a longevidade. Abordo como a dignidade deve ser o fio condutor em decisões que vão desde a rotina alimentar até os cuidados paliativos e o suporte em doenças neurodegenerativas. Para os familiares, o texto oferece um acolhimento necessário, ajudando-os a navegar pela inversão de papéis e pelo peso emocional que o cuidado pode gerar, sem que isso resulte na infantilização do idoso. É um chamado para que a família e a rede de apoio reconheçam que a vulnerabilidade física não anula a autoridade moral e a sabedoria acumulada por quem atravessou décadas de existência.Para os profissionais que já atuam na área da saúde e do bem-estar, A Dignidade dos 60+ serve como um recurso de atualização humanística e técnica. O texto explora a importância da interdisciplinaridade e de um olhar holístico, argumentando que a excelência no atendimento geriátrico reside na sensibilidade de perceber o idoso em sua totalidade — social, espiritual e física. Ao discutir políticas de cuidado e boas práticas, a obra estabelece um padrão de excelência que eleva a profissão de cuidador e as terapias de suporte a um nível de missão social, combatendo o isolamento e a invisibilidade que frequentemente assolam essa parcela da população.Em última análise, este livro é um convite à reflexão sobre o nosso próprio futuro. Ao promover a dignidade de quem hoje tem mais de 60 anos, estamos construindo o alicerce de uma cultura que valoriza a vida em todas as suas etapas. A leitura propõe que a "dignidade" citada no título não seja um conceito abstrato, mas uma prática diária manifestada no tom de voz, na paciência, no toque e no reconhecimento de que envelhecer é um triunfo, não um fardo. É uma obra essencial para quem deseja transformar o ato de cuidar em uma experiência de profundo aprendizado, respeito mútuo e, acima de tudo, amor à humanidade que reside em cada um de nós.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia de conceber esta obra não surgiu de um ímpeto meramente acadêmico, mas de uma inquietação ética profunda que se sedimentou ao longo de anos de atuação direta e estudos rigorosos sobre o envelhecimento. Ao mergulhar na realidade cotidiana da população longeva, deparei-me com uma contradição dolorosa: enquanto a ciência celebra o aumento da expectativa de vida, a sociedade parece regredir na qualidade do olhar direcionado a quem envelhece. Testemunhei como a dignidade da pessoa idosa é, sistematicamente, desrespeitada e até violentada, muitas vezes de forma silenciosa e institucionalizada. Essa constatação de que o 60+ estava sendo reduzido a um estado de invisibilidade social foi o catalisador para que eu transformasse minha indignação em uma ferramenta de mudança e conscientização.O que mais me impulsionou a escrever foi observar o fenômeno da "coisificação" do idoso, que passa a ser tratado, muitas vezes no seio da própria família, como um mero objeto de decoração na sala de estar. É alarmante notar que indivíduos que, em um passado recente, foram os pilares estruturais de seus lares — detentores de sabedoria, provedores e guias morais — acabam sendo relegados ao papel de figurantes passivos em suas próprias histórias. Essa despersonalização é uma forma de violência simbólica que anula a subjetividade do idoso, ignorando seus desejos, sua autonomia e sua voz. O livro surge, portanto, como um grito contra esse descaso, buscando resgatar o valor intrínseco de quem já construiu tanto e que agora merece ser ouvido e reverenciado.A obra dedica-se a examinar as raízes desse desrespeito, oferecendo um contraponto crítico à cultura do descarte que permeia a modernidade. Em meus estudos e na prática profissional, percebi que a violação da dignidade começa nas pequenas atitudes: na infantilização da fala, na exclusão das decisões familiares e na negligência afetiva que isola o indivíduo em um canto da casa. Ao escrever, busquei não apenas denunciar essas práticas, mas fornecer um embasamento robusto que ajude a reverter essa lógica perversa. O objetivo é substituir o "assistencialismo frio" por um cuidado que reconheça a complexidade humana, honrando o legado de cada homem e mulher que atravessa a barreira dos sessenta anos com o vigor de sua identidade ainda intacto.Quanto ao público ao qual este livro se destina, ele foi pensado como um guia indispensável para cuidadores — sejam eles profissionais ou informais —, familiares e todos os especialistas que compõem a rede de apoio à longevidade. Para o profissional que atua na linha de frente, este texto oferece o suporte ético necessário para que cada plantão e cada procedimento técnico sejam permeados pelo princípio da dignidade humana, elevando o padrão de atendimento para além da mera manutenção biológica. Para os familiares, a obra serve como um espelho e um mapa, auxiliando-os a redescobrir o idoso como um sujeito de direitos e afetos, reconstruindo pontes de comunicação que o tempo e o preconceito podem ter desgastado.Em última instância, "A Dignidade dos 60+" é destinado a todo aquele que possui o propósito inabalável de fazer da ética do cuidado uma prática cotidiana e transformadora. Seja você um médico, enfermeiro, terapeuta ou um filho zeloso, este livro propõe um novo pacto civilizatório onde o envelhecer não seja sinônimo de perda de valor. Almejo que esta leitura capacite o leitor a ser um agente de mudança em seu raio de atuação, garantindo que o cuidado não seja apenas um dever técnico, mas um ato de justiça histórica. Afinal, ao protegermos a dignidade de quem tem mais de 60 anos hoje, estamos, em essência, preservando a dignidade do futuro que todos nós esperamos habitar.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Minha jornada no universo do cuidado e, consequentemente, minha chegada ao mundo das letras, não foi fruto de um planejamento de carreira convencional, mas de um chamado profundo e inadiável da vida. Em 2003, tomei uma decisão que mudaria meu destino permanentemente: abdiquei de duas trajetórias promissoras nas áreas de vendas e educação para me dedicar integralmente àquela que foi minha maior mestra, minha imaculada mãe. O diagnóstico precoce de Alzheimer foi o ponto de ruptura que me retirou do mercado corporativo e me lançou em um oceano de incertezas. Naquela época, desprovido de conhecimentos técnicos sobre a patologia, vi-me diante do desafio de aprender na prática, transformando o amor em método e a observação em saber, sempre com o foco inegociável no bem-estar físico, cognitivo e espiritual dela ao longo de uma década de dedicação exclusiva.Essa experiência de dez anos como cuidador familiar foi a minha verdadeira graduação na "escola da vida e da dignidade". Foi entre os desafios diários da memória que se esvaía e a busca por manter o brilho nos olhos da minha mãe que compreendi a urgência de um cuidado humanizado. Percebi que o conhecimento técnico, isolado, é insuficiente se não houver a sensibilidade de enxergar a alma por trás do diagnóstico. Essa vivência moldou meu caráter profissional e me transformou no cuidador humanizado que sou hoje, alguém que não se contenta apenas com a sobrevivência do idoso, mas que luta pela sua plenitude. Meu livro, portanto, é a materialização desse legado; é a voz que empresto a todos os anos de silêncio, paciência e descobertas que vivi ao lado dela.No que diz respeito ao meu papel como criador de conteúdo digital e autor, vejo-me como um semeador de uma nova consciência sobre o envelhecimento. O ambiente virtual e o mundo físico são, para mim, extensões de um mesmo campo de batalha contra o preconceito e o descaso. Através das redes e agora das páginas impressas, busco disseminar a temática da "Dignidade dos 60+" como um conceito vivo, prático e urgente. Meu projeto nas letras não é um evento isolado, mas uma missão contínua de democratizar o acesso à informação de qualidade, transformando a dor que muitas famílias sentem ao receber um diagnóstico em um caminho de acolhimento, estratégia e respeito mútuo.Responder se este livro é o primeiro de muitos ou um sonho realizado exige reconhecer que ele é ambos, de forma indissociável. Ele é, sem dúvida, a realização de um sonho acalentado no silêncio dos plantões e das noites em claro, mas é também o marco zero de uma produção literária que pretendo tornar vasta e impactante. Tenho em mente inúmeros projetos e ideias que já pulsam para serem transferidos para o papel, todos convergindo para a criação de uma cultura de conhecimento sólida em prol da dignidade da pessoa idosa. Minha meta é que cada nova obra funcione como um tijolo na construção de uma sociedade que saiba honrar seus veteranos, tratando o conhecimento não como um luxo, mas como uma ferramenta de emancipação para cuidadores e familiares.Em última análise, escrever sobre a dignidade dos 60+ é o propósito que dá sentido à minha existência. Não encaro minha obra como um produto, mas como um manifesto de um sentido de vida que encontrei ao cuidar da minha mãe e que agora transborda para o mundo. Meu compromisso com o mundo das letras é o compromisso com a transformação social; quero que meus livros inspirem uma mudança de postura em cada atendimento e em cada lar. Este é apenas o início de uma jornada literária onde a técnica encontra a empatia, e onde cada parágrafo escrito carrega o peso da minha experiência e a leveza da minha esperança em um futuro onde envelhecer seja sinônimo de ser dignamente cuidado.O que te inspira escrever?A minha inspiração primordial para escrever encontra sua raiz em um solo sagrado: a honra à vida, à obra e ao legado da minha imaculada e saudosa mãe. Embora ela tenha sido uma mulher de simplicidade externa, era detentora de um "diploma" que poucas universidades conseguem conferir — o da Escola da Vida. Ela foi a minha primeira e maior referência de que a educação é a chave de ouro para a emancipação humana. Mesmo em meio à lida cotidiana, ela sempre priorizou o saber, e foi através do seu incentivo silencioso, mas constante, que compreendi que o conhecimento é o único patrimônio que o tempo não consegue desgastar. Escrever, para mim, é manter viva a chama dessa mulher santa que hoje me guia do céu, garantindo que sua passagem pelo mundo continue gerando frutos através das minhas palavras.O meu encantamento pelo mundo das letras nasceu de um gesto cotidiano e humilde, mas carregado de simbolismo. Lembro-me, com uma nostalgia vívida, de quando minha mãe pedia jornais à sua madrinha com o propósito prático de acender o fogão à lenha. No entanto, antes que as chamas consumissem aquelas páginas, eu, ainda criança, as resgatava para devorar cada notícia, cada crônica e cada anúncio. Naquele cenário de simplicidade, o papel que serviria de combustível para o fogo tornou-se, na verdade, o combustível para a minha imaginação e para o meu intelecto. Cada livro que publico e cada texto que compartilho nas redes sociais é uma celebração direta àquela infância e, principalmente, ao modo como minha mãe, mesmo na simplicidade do fogão à lenha, permitiu que eu conhecesse o mundo através das palavras.Para além da memória afetiva, o que me impulsiona a escrever é um sonho urgente e inegociável: a transformação da cultura de cuidado com a população 60+. Sinto-me profundamente inspirado a usar a escrita como uma ferramenta de denúncia e, simultaneamente, de construção, visando um futuro onde cada idoso seja tratado com o rigor ético, o respeito profundo e o amor que sua trajetória exige. Minha inspiração nasce da necessidade de combater a frieza institucional e o descaso familiar, propondo uma nova gramática do cuidar. Escrevo para que o idoso deixe de ser uma nota de rodapé na sociedade e volte a ocupar o centro do círculo, sendo reconhecido não pelas suas limitações biológicas, mas pela sua dignidade intrínseca.Inspirar-me no cuidado humanizado significa escrever para transformar "objetos de decoração" em sujeitos de direitos e afetos. Incomoda-me profundamente a reificação do ser humano que envelhece, e essa indignação se converte em tinta e papel. Minha obra é um convite para que cuidadores e familiares enxerguem que, por trás de um quadro de Alzheimer ou de uma fragilidade física, reside uma história inteira que merece ser preservada. Escrevo para oferecer subsídios que permitam que o atendimento seja mais que um cumprimento de plantão; que seja um encontro de humanidades. Ver a dignidade ser empregada na prática, em cada gesto de cuidado, é o que me dá fôlego para continuar produzindo conteúdo e lançando novos projetos literários.Em última análise, minha inspiração é uma ponte que liga o passado de aprendizado com minha mãe ao futuro de esperança para todos os que cruzam a marca dos 60 anos. Cada parágrafo que redijo é um ato de resistência contra o esquecimento e uma declaração de amor à vida. Escrever é o meu sentido de existência, o meu propósito maior e a forma que encontrei de dizer ao mundo que a dignidade não tem prazo de validade. Enquanto houver uma pessoa idosa precisando de voz e um cuidador buscando direção, haverá em mim a inspiração necessária para converter minha experiência e meus sonhos em literatura que acolhe, educa e transforma.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?A afirmação de que esta obra merece ser lida não nasce de uma pretensão autoral, mas da convicção de que o conteúdo aqui depositado é um antídoto contra a indiferença que assola a nossa contemporaneidade. Se eu estivesse do outro lado, como um leitor em busca de sentido e técnica, eu certamente compraria este livro, pois ele não se limita a descrever o envelhecer; ele ensina a honrá-lo. O que o torna especial e capaz de encantar não são apenas as diretrizes de cuidado, mas a capacidade de despertar no leitor uma nova sensibilidade ética. Em um mundo que corre contra o tempo, este livro convida à pausa necessária para enxergar o idoso sob a lente do zelo, do amor e, sobretudo, de uma dignidade que não pode ser negociada nem esquecida.Infelizmente, vivemos um cenário desumano onde a população 60+ é, frequentemente, vítima de violências que vão desde a agressão física explícita até a negligência silenciosa e o isolamento emocional. Muitas vezes, o idoso é visto como um "fardo" pela família, pela sociedade e pelo próprio Estado, como se sua existência fosse um peso e não uma herança. Minha obra surge como uma luz focal e intensa sobre essa escuridão, denunciando essas práticas e oferecendo um novo caminho. O diferencial deste livro é que ele não aceita a invisibilidade do idoso; ele combate a ideia de que o fim da vida produtiva signifique o fim da utilidade humana, provando que o cuidado ético é, na verdade, um indicador do nosso nível de civilidade.O encantamento da leitura reside na metáfora que permeia cada capítulo: o idoso como um livro vivo de páginas infinitas, repletas de sabedorias e experiências riquíssimas que o tempo lapidou. Ao ler esta obra, o leitor aprende a "folhear" essa história com o devido respeito, entendendo que cada ruga e cada silêncio carregam um valor inestimável. O que torna este guia especial é a sua capacidade de transformar o olhar do cuidador e do familiar, fazendo-os perceber que não estão lidando com uma patologia ou uma limitação, mas com uma biblioteca de vida que merece ser preservada com o máximo rigor afetivo e técnico. É uma obra que ensina a ler as entrelinhas da alma de quem já viveu décadas de lutas e conquistas.Indico este livro a todos que desejam ir além do básico, pois quem o ler não encontrará apenas teoria, mas um manifesto prático de transformação. O que há de singular aqui é o equilíbrio entre a experiência técnica de décadas e a empatia de quem já cuidou com as próprias mãos. Ele é destinado àqueles que sentem o propósito de fazer do seu plantão ou do seu convívio familiar um espaço de justiça e acolhimento. A obra encanta porque oferece soluções para dilemas éticos complexos com uma linguagem acessível e profunda, garantindo que o leitor finalize cada página com o desejo genuíno de ser um cuidador — ou um filho — muito melhor do que era antes de abrir a capa.Em última análise, seu paciente ou seus pais merecem que você leia este livro. Eles merecem viver e ser cuidados com uma dignidade que reconheça sua história e sua humanidade plena. Comprar esta obra é investir na construção de uma cultura de cuidado que, um dia, todos nós desejaremos receber. O que este livro tem de especial é a sua alma: ele foi escrito com a tinta da experiência e o papel da dedicação extrema. Garanto que ninguém se arrepende de aprender a amar e a respeitar melhor. Esta leitura é, acima de tudo, um compromisso com o que há de mais nobre em nós: a capacidade de proteger a dignidade de quem nos precedeu na estrada da vida.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?A minha chegada à Scortecci Editora não foi um evento do acaso, mas o desdobramento natural de uma vida inteira dedicada à paixão pelo universo dos livros. Como um leitor ávido e observador, sempre entendi que a materialização de uma ideia em páginas impressas exige um zelo que vai muito além da simples impressão. O meu primeiro contato com o padrão de qualidade da casa ocorreu através das obras de figuras que admiro profundamente: minha conterrânea Fernanda Pittella e a saudosa Eny Lea Gass. Ao manusear os livros dessas autoras, percebi que havia ali um cuidado editorial diferenciado, uma estética apurada e um respeito ao texto que ressoaram com o que eu buscava para o meu próprio manifesto sobre a dignidade humana.A decisão de confiar o meu projeto, "A Dignidade dos 60+", à Scortecci consolidou-se no momento em que a teoria deu lugar à prática. Fiquei genuinamente impressionado com o profissionalismo e, acima de tudo, com a paciência da equipe em conduzir cada etapa do processo. Para um autor que escreve com o coração e carrega uma missão tão específica, encontrar profissionais que não apenas executam tarefas, mas que "cuidam" da obra como se fosse sua, é uma raridade. O suporte recebido durante a edição, revisão e diagramação foi fundamental para que a mensagem de respeito aos idosos ganhasse a forma física que a sua importância exige, transformando o fluxo editorial em uma experiência de parceria e confiança mútua.O momento em que o processo criativo culminou no resultado final foi, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes da minha trajetória. Quando recebi os exemplares em minha casa, a emoção foi indescritível; ver o conceito da dignidade dos 60+ materializado em um objeto de tamanha qualidade técnica e visual superou todas as minhas expectativas. A textura da capa, a escolha do papel e o acabamento impecável conferiram ao livro a autoridade necessária para que ele ocupe seu espaço nas prateleiras e nos lares. Foi a realização física de um propósito que começou nos cuidados com minha mãe e que agora ganhava o mundo com a robustez de uma publicação de alto nível.Olhando para o futuro, sinto que encontrei na Scortecci não apenas uma prestadora de serviços, mas a casa editorial que caminhará comigo em meus próximos projetos. Minha intenção é seguir nesta trilha literária, vertendo minhas ideias e estudos em novas obras que alimentem a cultura do conhecimento em prol da pessoa idosa. A segurança de saber que conto com uma estrutura profissional que entende o valor do meu propósito me dá a liberdade necessária para criar. O mercado editorial é vasto, mas a fidelidade nasce onde existe o encontro entre a visão do autor e a competência da editora, e é exatamente esse o vínculo que sinto ter estabelecido.Por fim, saber que "A Dignidade dos 60+" estará presente na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2026 é a coroação de um trabalho feito com entrega absoluta. É uma notícia que recebo com o coração transbordando alegria, pois a Bienal representa o ápice da celebração literária no país. Ter minha obra exposta nesse palco global é a garantia de que a mensagem sobre a dignidade dos nossos idosos alcançará horizontes ainda maiores, tocando novos cuidadores, familiares e profissionais. É a prova de que, quando unimos um propósito nobre a uma casa editorial de excelência, o resultado é, de fato, tudo de maravilhoso.
Obrigado pela sua participação.











